segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Gayatri Mantra




O Gayatri mantra é, junto com o OM, o mantra mais conhecido e cantado na Índia.
Ele representa a essência do conhecimento védico e foi percebido e depois ensinado pelo sábio Vishwamitra.


Certo dia, o rei Viswamitra estava caçando nas florestas do Himalaia e chegou nas proximidades do eremitério do sábio Vasishtha. As tropas do rei estavam cansadas e famintas.
Vasishtha saldou o rei e pediu a Kamadhenu, sua vaca que podia conceder todos os desejos, que provesse alimento para o rei e suas tropas.


Vishwamitra ficou impressionado com a vaca mágica e pensou que essa vaca poderia das conta de todas as necessidades dele, de suas tropas e de seu reino.
Se aproximando de Vasishtha ele pediu a vaca como presente mas o sábio respondeu negativamente, dizendo que somente aqueles que eram realizados na verdade de  Brahman poderiam ter a vaca.
Vishwamitra ficou muito ofendido e se enfureceu, ordenando que suas tropas tomassem a vaca a força.


Vasishtha então ordenou à vaca que produzisse milhares de guerreiros celestiais, que deram uma lição nas tropas de Vishwamitra, as espantando do eremitério.
Percebendo o que ocorreu, Vishwamitra realizou que toda a sua opulência, armas e exércitos não valia de nada perto da realização yogue de um Brahmarishi (título concedido aos mais altos sábios realizados em Brahman, como Vasishtha). Vishwamitra resolveu ele próprio se tornar um Brahmarishi, abandonando seu reino e adentrando as florestas do Himalaia para praticar meditação profunda em Brahman.


Por muitos anos ele praticou exercícios espirituais e meditação, conseguindo grande poderes yogues.
Vendo o avanço de Vishwamitra, Indra, o deus celestial, se assustou e temeu que Vishwamitra pudesse o suceder no comando dos céus. Assim, enviou uma bela ninfa para distrair a meditação de Vishwamitra.
O rei se viu vítima da paixão e se enamorou da ninfa, que engravidou e deu a luz a uma linda menina. Quando se deu conta de que a luxúria havia consumido todos os anos de esforço e meditação, Vishwamitra renunciou sua esposa e filha e mais uma vez entrou em meditação produnda.
Desta feita, Vishwamitra conseguiu poderes ainda maiores e Indra, mais uma vez mandou uma ninfa, que tentou atrapalhar a meditação de Vishwamitra. Tendo sucesso em sua empreitada a ninfa se aproximou do rei, que por sua vez se lembrou da experiência passada e ficou cheio de raiva contra a ninfa por ela ter quebrado sua meditação profunda.
Vishwamitra, então, transformou a ninfa numa pedra.


Foi só então que Vishwamitra percebeu que a raiva e ira haviam consumido todos os anos de sua intensa prática espiritual.
Mas com perseverança inquebrantável, Vishwamitra subiu mais alto no Himalaia e entrou mais uma vez em meditação profunda.
Durante esse período, um outro rei se aproximou do sábio Vasishtha e pediu a ele para realizar um grande sacrifício do fogo para que o ajudasse a atingir o paraíso com seu corpo carnal e com sua consciência atual, o que Vasishtha recusou prontamente.
Ofendido e revoltado o rei, chamado Trishunku, se aproximou de Vishwamitra.


Vishwamitra viu nesse encontro uma oportunidade de ser vingar de Vasishtha, mostrando seus poderes yogues.
Feito o sacrifício do fogo, Vishwamitra mandou o rei ao plano de Indra, com corpo e consciência terrena.
Sabendo ser impossível manter o rei no plano de Indra com o corpo e consciência terrena, Vishwamitra o trouxe de volta, mas enquanto descia das alturas celestiais o rei Trishnku chorou e orou para que Vishwamitra o salvasse.
Vishwamitra concedeu a salvação ao rei, criando um sistema estelar apenas para o rei. Ou seja, o seu poder era tão grande que ele criou um céu/paraíso apenas para o rei.
Mas ao fazer isso, Vishwamitra percebeu que todo o esforço de sua meditação e exercícios espirituais intensos foram em vão.
Mais uma vez ele se viu decepcionado e vez o voto de não sair mais de sua meditação profunda.


Quando Vishwamitra se deu por satisfeito com sua prática, Brahma em pessoa apareceu ante ele e disse que estava muito satisfeito com a intensidade da prática de Vishwamitra, concedendo-lhe o título de Maharishi (Grande Sábio). Entretanto, Brahma lhe avisou que para se tornar um Brahmarishi ele deveria ser abençoado pelo Sábio Vasishtha. Ao dizer isso, Brahma desapareceu.
Mesmo atingido o estado de Maharishi, Vishwamitra se frustrou ao pensar que depois de tudo ainda teria que recorrer ao sábio Vasishtha para ser abençoado.
Com ciúme da posição de Vasishtha ele pensou que se o matasse ele não precisaria das bênçãos para se tornar um brahmarishi.
Espreitando a casa de Vasishtha ele pegou uma grande pedra para atirar na cabeça de Vasishtha.
Mas quando estava próximo ele escutou a esposa de Vasishtha, Arundhati, dizendo que já que Vishwamitra havia se tornado um grande homem, ele deveria abençoá-lo e assim elevá-lo ao estado de Brahmarishi. Vasishtha concordou e disse que assim que Vishwamitra o procurasse ele concederia sua benção.


Ao ouvir isso, Vishwamitra se sentiu profundamente envergonhado, lançou a pedra longe e correu para se curvar diante do grande sábio.
Assim, Vasishtha disse a Vishwamitra: “Você mostrou ao mundo que o espírito humano é invencível e não aceita derrota. Você conquistou a luxúria, os desejos, o apego e arrogância, um por um, através de suas intensas práticas espirituais e meditação. A última barreira era o ciúme. Agora você o conquistou também. Salve Brahmarishi Vishwamitra!”
Assim que Vasishtha tocou o ponto entre as sobrancelhas de Vishwamitra, seu chakra frontal se expandiu e ele viu os sete ritmos pelos quais o Cosmo foi criado.
Nesse exato momento, o Gayatri Mantra junto com os sete Vyahritis (lit. ritmos, mas são os sete planos de manifestação consciencial) foi revelado a ele.
Vishwamitra tem como tradução possível “amigo (mitra) do Universo (vishwa)”.


Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que representa o seu poder criativo ou shakti.
Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.
A palavra Gayatri é composta de duas palavras:
Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.
Trâyate =o que protege; o que concede a liberação, liberar.


Vamos estudar esse mantra, que junto com o OM é o mais importante das tradições hinduístas.
A estrutura do mantra é de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas.
Cada sílaba estimula os impulsos de criação dentro do Ser.
Assim, por mais que numa análise superficial o entendimento do mantra fique de certa forma bem claro, é importante dizer que a tradução pura e simples do mantra abrange apenas a superfície de sua real significância.
Que fique bem claro que o mantra não se trata apenas de uma oração ou um pedido solene.
Essa métrica de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas, é específica do Gayatri e por isso, outros mantras que contém essa estrutura são chamados de gayatri também. Temos o gayatri do Ganesha, ou da Lakshmi, por exemplo.
O mantra aparece no Rig Veda da seguinte maneira:


TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT


Notem que não há a adição dos Vyahritis (Bhuh, Bhuvah, Swaha[svah]), pois a métrica do Gayatri deve respeitar as 24 sílabas no total.
Mais adiante falaremos sobre os Vyahritis.


Voltemos à métrica do Gayatri:
Como já foi dito, cada sílaba gera impulsos de criação em todo o Ser.
Vamos as 24 sílabas e seu significado esotérico:


1)Tat: Sabedoria Profunda (Brahma Jñana)
2)Sa: Bom uso da energia
3)Vi: Bom uso da riqueza
4)Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes
5)Va: A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
6)Re:A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família
7)Nyam: Adoração e respeito à Natureza
8)Bhar: Controle Mental constante e firme
9)Go: Cooperação e Paciência
10)De: Todos os sentidos sob controle
11)Va: Vida Pura
12)Sya: Unidade do homem com Deus
13)Dhee: Sucesso em todas as esferas
14)Ma: Justiça Divina e Disciplina
15)Hi: Conhecimento
16)Dhi: Vida e morte
17)Yo: Seguir o caminho da retidão
18)Yo: Manutenção da Vida
19)Nah: Cautela e Segurança
20)Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem
21)Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
22)Da: Auto Realização e Bem Aventurança
23)Ya: Boa Progênie
24)At: Disciplinas da vida e cooperação


Assim, volto a afirmar que o mantra não é uma simples oração ou ode a uma deidade específica, mas sim todo um conjunto de conhecimentos profundos e sutis.
Não é a toa que o gayatri mantra é considerado a essência dos vedas.
Mas para não ser muito analítico e para dar uma utilidade mais prática ao mantra, vou me ater a explicar o mantra em suas três linhas com oito sílabas cada. Mas nem por isso o estudo será superficial, como poderão comprovar.


De maneira geral, o Gayatri Mantra é cantado ou pensado da seguinte maneira:


OM
BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT


Vamos a uma tradução aproximada:


OM: de forma simplista podemos dizer que ele é o som primordial, a fonte de toda a criação. Um dos outros nomes pelo qual é conhecido é PRANAVA ou “substrato da vida, princípio vital”.
O OM é a base de onde toda a criação tem existência. Ele é o substrato de todo o Conhecimento, é o “pano de fundo” onde o potencial criativo se manifesta.
Não podemos aprofundar o assunto aqui, mas o OM é produto da Shakti, ou Poder Criativo da Consciência [Brahman].
Somente a explicação desse mantra daria um livro, mas para o nosso estudo a definição acima basta.


BHUR BHUVAH SVAH: são 3 das 7 Vyahritis (lit. “palavras, dizeres”) percebidas pelo sábio Vishwamitra. Representam 3 dos 7 planos de manifestação da Consciência.
As vyahritis mais o OM são usadas como uma introdução ao mantra.


BHUR é tradicionalmente associada ao plano físico. Esotericamente é a “espiritosfera” (neologia usada para descrever a amplitude da “atmosfera espiritual” pertinente ao planeta, corpo celeste ou parte/ambiente sideral) do planeta Terra.


BHUVAH é lit. “atmosfera”. Esotericamente é a espiritosfera imediatamente superior à nossa. Segundo a tradição seria o espaço entre o Sol e a Terra e entre a Terra e os outros planetas. Para o pensamento hindu, todos os planetas são habitados e ao mesmo tempo são consciências distintas, sendo Júpiter o mais avançado (espiritualmente) de todos (em nosso sistema solar).
Lê-se “buvarrá”. Em alguns casos, onde o ‘h’ final não é pronunciado, é “buvá”.


SVAH: é o Paraíso, o plano mais alto em nosso sistema. Esotericamente é associado ao Sol, que segundo os sábios é o “limite da onisciência” (Ishwara) de nosso sistema. É ele o portador de todos os referenciais de conhecimento que possuímos. Para um aprofundamento recomendo ler com atenção o Yoga Sutras de Patanjali. Infelizmente não poderemos aprofundar esse tema aqui, pois ele é extenso e tem correlação com a manifestação consciencial desde Brahman até o mundo físico.
Lê-se “suvarrá”. Em alguns casos pode ser lido como “isvárra”.


As vyahrits são interpretadas de várias maneiras, dependendo do ponto de vista filosófico.
Elas também podem ser interpretadas da seguinte maneira:
Bhur: Rig Veda
Bhuva: Sama Veda
Svah: Yajur Veda
Ou ainda como sendo relacionados aos cinco pranas que fluem no corpo humano:
Bhur: Prana (região peitoral)
Bhuva: Apana (região sacra)
Svah: Vyana (permeando o corpo todo)
Essa abordagem é bem fundamentada nas disciplinas Tântricas do Hatha-Yoga e do Kriya Yoga.
É outra abordagem que requer uma explicação mais detalhada, mas infelizmente não é possível nesse momento, visto que todo o conhecimento de bioenergia fundamentada no Kundalini Yoga, Laya Yoga, enfim, no Tantra teria que ser explicado.
As outras 4 Vyahrits são: Mahaha, Janah, Tapah, Satyam.


TAT: Lit. Aquele, aquela (aqui refere-se à Savitri). Lê-se “Tat” (com t mudo).


SAVITUR: De Savitri, o esplendor do Sol, o brilho solar, os raios solares, a força solar. Em muitos casos Savitri é associado ao deus do Sol (Surya). Ela seria a shakti (poder) de Surya.
De forma esotérica representa o Criador, Sustentador, o todo penetrante.


VARENYAM: Desejável, excelente, o melhor entre


BHARGO: efulgência, esplendor, luminosidade (que destrói os pecados), brilho, glória.


DEVASYA: Divino, relativo à divindade. Lê-se “devássia”.


DHEEMAH: Meditar sobre; relativo à meditação. Lê-se “dimarri”.


DHIYO: pensamentos elevados ou nobres, intuição profunda, iluminar (revelar a Realidade Última). Lê-se com o i duplo, “diio”.


YO: o que, o qual.


NAH: nosso, de nós, unir, junto, nó. Lê-se “narrá”, com o “á” curto, como em água.


PRACHODAYAT: de prach (pedir, demandar) + codate[chodayate] (animar, inspirar, colocar em movimento), portanto a tradução seria algo como possa inspirar, possa animar. Lê-se “prachodaiáte”.





O Mantra está todo relacionado ao aspecto iluminador e todo abrangente de Brahman.
Em verdade, o mantra nos mostra a natureza essencial de toda a existência.
Gayatri é uma das formas da Shakti de Brahma, de Vishnu e Shiva.
Ela representa a base, o substrato de toda a existência. Ela é a “expansão” do OM ou a energia que o movimenta.
Num estudo mais aprofundado o mantra se revela como sendo a representação do Sol Espiritual ou a Luz da Consciência.
Sem essa Luz, o próprio Brahma (criador na trindade hindu) perderia seu sentido de ser. Sem essa Luz não haveria o que ser sustentado ou preservado.
Ela seria a ponte ou a ligação inquebrantável de Brahman com tudo. Seria a Presença invisível e subjacente a tudo.


O Mantra foi ensinado ao avatar Rama por Vishwamitra durante a batalha contra o demônio Ravana, onde todas as possibilidades de vitória de Rama diminuíram consideravelmente.
Com o uso do mantra, Rama teve o controle de todas as armas divinas e assim conseguiu derrotar o demônio.
Assim, o mantra tem sua aplicação no sentido de manifestação, de realizar o potencial de “vir a ser”.
É energia pura.
Segundo os Vedas, “O Gayatri protege quem o recita”.


Ele pode ser dividido em três partes para maior entendimento.
A primeira parte é de louvor, a segunda de meditação e a terceira de prece.
Primeiro saudamos a Realidade Suprema, depois fixamos a mente e coração Nela e por último apelamos para a purificação e iluminação.


O mantra é também atribuído às deusas Gayatri, Savitri e Saraswati, onde Saraswati representa a perfeita expressão, a harmonia e unidade; Gayatri governa os sentidos e Savitri governa as energias vitais.


Há muito mais para se falar sobre esse mantra. Daria um livro se fossemos comentar todos os ensinamentos contidos nele. Afinal, ele é a essência dos Vedas.


Muita Paz e Muita Luz a todos,
Enki.


http://www.yogashala.org.br/


De todos os Mantras, o Supremo e mais potente poder dos poderes, é o grande, o glorioso Gayatri Mantra. Ele é a vida e o apoio de cada verdadeiro Hindu. Ele é suporte de cada buscador da Verdade, que crê na sua eficácia, poder e glória, para qualquer que seja a casta, credo, região ou seita. Há apenas uma fé e pureza no coração da realidade. Deverás, o Gayatri Mantra está impregnado de uma armadura espiritual, uma verdadeira fortaleza que guarda, e protege, aos Seus devotos; que os transforma em Divinos e abençoa-os com a brilhante luz da elevada iluminação espiritual.
A repetição regular de uns poucos Malas – repetição de 108 vezes o Mantra – todos os dias do Mantra Gayatri, concederá sobre você tudo o que é auspicioso e benevolente, nesta vida e na futura. Este Mantra aplica-se para todos, independente de castas. Ele é um guia de iluminação para a humanidade.
O Sol, que o Mantra Gayatri fala, é o “Tat Savitur”, o grande Sol o qual nem a lua nem o sol comum iluminam, que é o Absoluto Brahman Impessoal.
Portanto, este é o maior de todos os Mantras, e a Sua deidade regente é Para-Brahman em Si mesma. Mesmo assim, ele é aceitável para todos os aspirantes. O Tejas do Brahmachari; a prosperidade dos Grihasthas, e a força e consolo do Vanaprastha, repouso no Gayatri Mantra. Mesmo que você tenha uma religião diferente ou casta, você poderá ter o Sadhana de Gayatri, se você for sincero verdadeiramente, ser sério e fiel. A sua vida se tornará uma bênção.
Swami Sivananda MaharajCaro aspirante! Realize a maravilhosa potência da glória de Gayatri. Compreenda claramente a preciosa herança que você tem neste Mantra. Não negligencie esta divina Shakti que os sábios de outrora ou Rishis nos legaram.
Inicie uma prática diária regular do Japa de Gayatri, e sinta por si mesmo o poderoso poder que dele deriva. Determine um tempo particular para fazer o Japa e fixe-o como permanente. Faça pelo menos um Mala de Japa por dia, sem interromper um só. Isso irá protegê-lo dos perigos, dando a você força infinita para sobrepor os obstáculos, e concederá a você o verdadeiro pináculo de esplendor, poder, paz e bem-aventurança.
O Senhor disse nos Vedas: “Samano Mantraha”. Deixe um Mantra ser comum para todos, e este Mantra é o Gayatri. A doutrina secreta dos Upanishas é a essência dos quatro Vedas, enquanto que o Gayatri Mantra, com Seus três Vyahritis (Bhur, Bhuva e Svaha), são a essência dos Upanishdas.
Gayatri é a Mãe dos Vedas, e a destruidora de todos os pecados. Não existe nada mais purificante por sobre a Terra do que o Gayatri Mantra. O Japa de Gayatri traz os mesmos frutos da recitação de todos os Vedas com Suas Angas ou partes. Este Mantra repetido sinceramente, e com a clara consciência, traz o Bem-supremo, o qual é a liberação ou emancipação da roda de nascimentos e mortes ou Samsara Chakra.




fonte: http://www.gita.ddns.com.br/


“Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que é a causa e sustentação de todos os planos da existência.
Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto.”

Mantra: Om Namah Shivaya sob um novo prisma



Mantra: Om Namah Shivaya sob um novo prisma


Sex, 01 de Agosto de 2008 21:26 Última atualização em Sex, 16 de Julho de 2010 23:54 Escrito por Enki


Os mantras são uma das maneiras que os sábios encontraram para tentar reproduzir estados conscienciais que eles atingiam e vivenciavam durante suas experiências de Samadhi. São como um "aglutinado" d...e informações. Mas essas informações não são mentais. Estão além da mente, pois lidam direto com a Realidade Última, com Brahman, O Todo, como queiram chamar. E lá (Brahman), a mente não alcança.... Atribuir a mantras e yantras relações mentais (ou estados de consciência mentais) é um erro, até onde pude compreender. Assim, os mantras em nada têm a ver com inconsciente, consciente ou subconsciente, e sim com a CONSCIÊNCIA MAIOR, ou seja, Brahman.
A palavra mantra é a junção de duas outras em sânscrito. Apesar de a tradução corriqueira ser "instrumento da mente", onde MAN é "mente" e TRA é "instrumento", digo a vocês que essa é a tradução errada...
MAN, de fato, é MENTE. TRA vem de Trayati, que significa LIBERAÇÃO. Assim, os mantras são ferramentas que nos ajudam a nos "liberar/libertar da mente" (e não liberar a mente, como uma tradução literal pode supor). Ou seja, os mantras são ferramentas para "dissolver a mente".
Os mantras, repetidos a esmo mecanicamente, têm pouca ou nenhuma influência sobre a pessoa que a repete. Aí alguns podem estar pensando: ah, mas tem a egrégora, etc. Digo: Segundo o que aprendi fora (e dentro) do corpo com alguns Yogues, o mantra em si não tem egrégora. Agora, a intenção e compreensão afins que se gera DEPOIS da prática do mantra PODE gerar uma egrégora. E mesmo assim, essa egrégora é real para quem tem relação com ela... Assim, qualquer pessoa pode acessar aquilo que acha que o mantra ou a egrégora representa, e não o que ele é de verdade.
Repetir algo pela tradição somente não leva a nada. Aliás, a tradição, repetida sem lucidez, leva a manipulação da própria tradição, fazendo com que ela perca sua característica original. A tradição pode até se renovar. Desde que se apóie e não se desvie dos seus conceitos originais. Como aprendi com Ramakrishna, se você está doente, repetir a palavra "remédio" não vai te curar. Você tem que ir e tomar o remédio. Ou seja, você precisa ter a "experiência" do mantra. E essa experiência não vem só com a prática e nem é sinônimo de tempo de prática... Essa experiência da qual Ramakrishna fala é a de perceber LUCIDAMENTE, com o apoio do DISCERNIMENTO e da DISCRIMINAÇÃO (viveka e vijnana), os mecanismos de funcionamento do mesmo. E isso requer um conhecimento mínimo dos conceitos que vão ser praticados (nesse caso, OM, NAMAH e SHIVA).
Mas o que é OM? e Shiva?
O Mantra OM NAMAH SHIVAYA é um mantra de evocação a Shiva. A tradução literal do mantra seria "Eu Saúdo o Senhor Shiva". Shiva é, segundo a tradição hindu, o terceiro aspecto da trindade. Ele possui vários epítetos (atributos), sendo os mais conhecidos "transformador, o de doce efulgência, o de três olhos" (tryambake)... No entanto, a palavra Shiva é literalmente "o Benevolente". Shiva é a Consciência Pura, o fundamento original do Ser. No yoga e nas correntes védicas ele é chamado de Brahman. Brahman e Shiva representam o mesmo princípio: O Todo, o Absoluto, o Fundamento Original do Ser. Sendo assim, Shiva é normalmente retratado em postura yogue, com rosto sereno, plácido e sempre em paz. Sendo O TODO, nada está fora dele, e portanto, ele é sempre o mesmo, igual em todas as circunstâncias.
Mas a maioria das pessoas associa Shiva a movimento, pois está associado a transformação, mudança. E como acabamos de ver, ele é pura quietude, visto que SEMPRE É O MESMO. Se é assim, por que associar ele a transformação, ou até mesmo à destruição? Parece que temos um paradoxo ai, não é mesmo?
Mas isso é só aparente.
Sendo Shiva a Consciência Pura, o Fundamento do Ser, quando evocado ou "sintonizado", tende a iniciar o "movimento de ajuste de foco" em nós mesmos. Assim, a "energia" de Shiva tem a propriedade de nos mostrar a Realidade Última, ou seja, a nossa própria natureza essencial. Shiva é o destruidor... das ilusões!
Quando isso ocorre, as dualidades da realidade aparente em que vivemos tendem "a se chocar", causando uma sensação aparente de desordem ou mudança.
Na verdade, as mudanças ou "viradas de cabeça" que a energia de Shiva provoca não é nada mais do que um "puxão para a Realidade". E quando falo realidade, não falo da realidade ordinária, do dia-a-dia. Falo da Realidade da Consciência como sendo uma e tudo. Falo de um puxão ou um fluxo de energia que se cria no sentido de "movimentar as dualidades em nossa cara" e fazer com que surja a possibilidade de perceber o REAL, o essencial de tudo e em tudo.
Como nossa realidade aparente está fundamentada no ego e na mente e seus mecanismos, nas carências emocionais, quando "chamamos" a Consciência/Realidade (Shiva), tudo parece "tremer", se desestabilizar. Mas, na verdade, o que ocorre é que iniciamos a busca pela quietude, ou, como Patanjali diz em seu Yoga Sutra, "se perceber na sua real natureza". Obviamente, nossa real natureza é conflitante com essa realidade aparente. Por tudo o que foi explicado, fica fácil entender o porque de associar Shiva a transformação.
Mas vale sempre lembrar: Shiva não faz nada! Ele é sempre o mesmo, quieto, perene e sempre benevolente. Quem se movimenta, quem "treme" é aquilo que chamamos de MENTE que, nas tradições do yoga, da vedanta e do tantra, é composta pelo Ego, Buddhi (mente sutil), Chitta (memórias) e Manas (mente densa). Mas isso é outra estória... :)
Concluindo: O mantra Om namah Shivaya é algo como um chamamento pela realidade:
OM é o princípio da universalidade, do vir a ser, ou seja, é um gatilho.
NAMAH é saúdo, felicito.
SHIVAYA é Consciência, Fundamento do Ser.
OM NAMAH SHIVAYA é como um grito de "EU QUERO VER/VIVER A REALIDADE!!!!!"
No entanto, essa Realidade a mente não alcança. OM NAMAH SHIVAYA é, pode-se dizer, o bija, ou a semente do Mahamrityunjaya Mantra:
Eu medito no Senhor de Três Olhos
O possuidor da doce efulgência que nutre todo o universo
Que ele possa arrancar meu ego
Da mesma forma que um agricultor arranca o pepino de sua árvore

VISHNU x SHIVA
Já Vishnu é cheio de opulência, de jóias, ligado aos sentidos, ao prazer... É o mantenedor, conservador, como queiram chamar. Agora pergunto: Pra conservar seu corpo você fica quieto? Não... Você come, e pra ter comida você trabalha.
Vishnu é puro movimento, é energia! E é por isso que ele é associado ao Prana.
Enquanto a quietude do Shiva nos incita à visão do TODO de uma forma mais direta, "dolorosa" e rápida, o movimento de Vishnu nos incita à visão do TODO de uma maneira mais "leve", lenta... e não menos dolorosa... (risos)
Mas o que importa é que AMBOS nos levam ao TODO, a Brahman...

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Guru Brahma
Gurur Vishnu
Guru Devo
Maheshwaraha
Guru Saakshat
Para Brahma
Tasmai Sree Gurave Namaha
O verdadeiro guru é Brahma.
O verdadeiro guru é Vishnu.
O verdadeiro guru é Shiva.
De todos estes,
o Real e Verdadeiro guru
é o Supremo Brahman, que habita o seu coração.
É a esse guru que deves adorar.

Om Tryambakam Yajamahe
Sugandhim Pushtivardhanam
Urvarukamiva Bandhanan
Mrityor Mukshiya Maamritat
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Hare Krishna

















Ensinamentos básicos


A filosofia Hare Krishna é muito vasta, mas os ensinamentos básicos são:
1. Crença em um único Deus, mas que tem infinitos nomes e infinitas formas conforme Suas infinitas ...qualidades. O nome principal de Deus é Krishna, que significa "O Todo-Atrativo", e, portanto, engloba todas as demais qualidades.
2. Krishna possui seis opulências principais: beleza, inteligência, força, fama, riqueza e renúncia. Tem o corpo azulado, rosto juvenil, e gosta de tocar flauta e brincar em companhia de Seus servos e servas em Sua morada espiritual.
3. Não somos o corpo, mas almas espirituais eternas, plenas de conhecimento e bem-aventurança.
4. A alma espiritual vem ao mundo material por ilusão. Todos os seres vivos (plantas, animais e seres humanos) são almas espirituais, presas a um ciclo de nascimentos e mortes na Terra e em outros planetas materiais. Conforme suas ações em vida, a alma recebe um corpo apropriado após a morte. Isso é denominado karma.
5. Na forma de vida humana a alma tem a oportunidade de voltar ao mundo espiritual. Para isso, deve desenvolver "consciência de Krishna" - reviver sua consciência espiritual original que está adormecida e, assim, servir a Deus com amor espontâneo. De acordo com os Vedas, se a pessoa não pratica algum tipo de espiritualidade, sua vida é idêntica à dos animais: resume-se em comer, dormir, defender-se e acasalar-se.
O sistema doutrinário dos seguidores de Prabhupada não está limitado à questão teológica: abrange todos os campos do comportamento humano, como alimentação, vestuário, organização familiar, etiqueta, organização social, economia, higiene, arquitetura, belas artes, música, dança, literatura, astrologia, concepções pedagógicas, técnicas agrícolas e pecuárias, etc. Enfim, é um sistema completo e com características bastante peculiares, que muitas vezes destoam daquilo que os ocidentais considerariam comum.
Maha-mantra
''Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare''
Essa composição é denominada maha-mantra, ou seja, o "Grande Canto para a Liberação". Durante muitos milênios, era conhecido somente na Índia, e apenas pelos brâmanes que estavam em graus muitíssimo avançados de austeridade e erudição. No século XVI, Caitanya Mahaprabhu divulgou o maha-mantra à população em geral, sem fazer distinção de idade, cor, sexo, casta ou religião. E no século XX, o mantra Hare Krishna disseminou-se por todos os continentes graças ao trabalho de Srila Prabhupada. Afinal, Caitanya Mahaprabhu profetizara que um dia até as menores vilas e aldeias ouviriam o cantar de Hare Krishna.
A palavra Hare é uma invocação à energia divina. A palavra Krishna significa a Suprema Personalidade de Deus, o Todo-Atrativo. E a palavra Rama é outro nome de de Deus que significa "o reservatório de prazer, a bem-aventurança, a felicidade eterna". O maha-mantra não tem, por assim dizer, uma tradução literal, mas segundo Srila Prabhupada, enquanto canta a pessoa deve mentalizar a seguinte prece: "Ó Senhor Todo-Atrativo! Ó energia do Senhor! Por favor, ocupai-me no Vosso serviço!".
Acredita-se que cantar Hare Krishna coloca a pessoa em um contato direto e perfeito com Deus. Em outras eras, usava-se outros processos para alcançar Deus, como meditação, sacrifícios, penitências, etc, mas na era atual (Kali Yuga, a era da hipocrisia e das desavenças) o cântico desse mantra é o processo mais simples, fácil, prático e agradável para unir-se a Deus e libertar a própria alma.
Não há regras rígidas para cantar o mantra Hare Krishna. Pode ser cantado mentalmente, murmurando ou em voz alta. Pode ser simplesmente recitado, ou então cantado com diferentes melodias. Pode ser cantado a qualquer hora do dia e da noite, e em qualquer lugar, inclusive enquanto se executa outras atividades.
Os membros oficiais da ISKCON, que passaram pela cerimônia de iniciação, usam um rosário denominado japa-mala, composto de 108 contas feitas da madeira tulasi. Eles comprometem-se a cantar um mínimo de 16 voltas do rosário diariamente, o que corresponde a cantar Hare Krishna 1728 vezes por dia.
A repetição do mantra pode levar a êxtases, estados alterados de consciência, e é comum que durante o canto os devotos manifestem o êxtase através de arrepios, alterações de voz, gritos, choros, gargalhadas, etc. Mas o primeiro sintoma do êxtase é o ímpeto de dançar à medida que se canta o mantra.
Princípios reguladores
Srila Prabhupada estabeleceu quatro regras morais indispensáveis para que se possa levar uma vida sadia, pura, civilizada e mais próxima de Deus. Essas regras são chamadas os Princípios Reguladores:
- não comer carne, peixe ou ovos. A ISKCON propõe o lacto-vegetarianismo como o regime alimentar ideal para o ser humano, visto que dispensa a violência desnecessária contra os animais.
- não praticar sexo ilícito. Relações sexuais só são autorizadas dentro do casamento, e somente para a reprodução. A luxúria, a busca de desfrute sexual, é apontada por Prabhupada como o maior inimigo da alma, pois faz com que a entidade viva se esqueça de Krishna e se apegue cada vez mais ao corpo.
- não participar de jogos de azar. Eles indiscutivelmente aumentam a ira, a inveja, a ansiedade e a cobiça.
- não usar intoxicantes: álcool, fumo, maconha, cocaína, drogas em geral e qualquer produto que contenha cafeína. Usar estas substâncias obscurece sem necessidade a mente, que já está obscurecida por toda a espécie de conceitos materiais de vida.
Princípios adicionais
Além de cantar Hare Krishna, não comer carne, não praticar sexo ilítico, não jogar e não se intoxicar, os membros e simpatizantes da ISKCON seguem outros padrões de conduta tais como:
- leitura dos livros de Prabhupada. Acredita-se que a leitura com espírito de devoção equivale a estar pessoalmente em contato com o mestre espiritual.
- oferecer o alimento a Krishna antes de consumi-lo. Os devotos não comem nem bebem nada sem primeiramente oferecê-lo a Krishna com mantras e orações específicos. Assim, a comida se torna prasadam, ou seja, alimento sagrado.
- adoração à deidade. A deidade é uma escultura ou pintura de Krishna presente nos templos e nos altares domésticos, e é tratada como um hóspede de honra. Os devotos adoram a deidade oferecendo alimentos, água, flores, incensos, velas e outros elementos; prostrando-se, cantando e dançando diante dela; recitando mantras e preces.
- associação com os devotos. Dá-se preferência à companhia de outras pessoas conscientes de Krishna e evita-se os relacionamentos com pessoas que possam ser obstáculo ao caminho do avanço espiritual.
- peregrinações aos lugares sagrados, tais como Vrindavan, onde Krishna passou a infância e a adolescência.
Alimentos para a Vida
Uma das mais belas iniciativas do Movimento Hare Krishna é o programa "Food for Life" (Alimentos para a Vida), que promove a distribuição gratuita de comida lacto-vegetariana entre as populações que vivem abaixo do limiar de pobreza.
O programa "Food for Life" foi criado por Srila Prabhupada em Mayapur no ano de 1972, depois de ter visto as crianças disputando comida com os cães, nas ruas da aldeia.
Srila Prabhupada então declarou: "Ninguém deve passar fome num raio de 10km de nossos templos". O movimento Food for Life tem desempenhado um papel importante no combate à fome, afirmando-se como o maior serviço de auxílio alimentar vegetariano do mundo. Serviu mais de 58 milhões de refeições vegetarianas nas duas últimas décadas. Além da sua excelente missão de ajuda aos sem-abrigo, este programa permite dar a conhecer a comida vegetariana a um grande número de pessoas, promovendo assim o vegetarianismo enquanto estilo de vida mais saudável, ético e ecológico.
Festival de domingo
Aos domingos, os templos Hare Krishna abrem as portas para um Festival do qual todos podem participar. Devotos e visitantes cantam, dançam, assistem uma palestra sobre algum tópico espiritual, e por fim saboreiam prasadam, deliciosas preparações lacto-vegetarianas oferecidas à Deidade.
Ratha-Yatra
As principais cidades em que o Movimento está estabelecido realizam anualmente o festival denominado Ratha-Yatra ("Festa das Carruagens"). As deidades saem às ruas numa pomposa carruagem, acompanhadas por muitos carros alegóricos, cânticos e bailados sagrados.
A comemoração tem origem nos desfiles realizados em Puri, na Índia. O primeiro Ratha-Yatra do mundo ocidental foi realizado em 1968, na cidade de San Francisco, por iniciativa de Prabhupada e seus discípulos.
Relacionamento com outras religiões
Prabhupada nunca considerou sua instituição a única forma de elevar o ser humano a um contato com Deus. Assim, a ISKCON respeita todos os movimentos religiosos, apesar de considerar que algumas formas de religiosidade são mais avançadas e genuínas que outras.
Participam de encontros ecumênicos, evitam criticar outras religiões, não insistem para que ninguém abandone sua religião e afilie-se à ISKCON, e reconhecem a validade de escrituras como a Bíblia e o Alcorão.

- os devotos do sexo masculino são encorajados a raspar a cabeça, deixando apenas um tufo de cabelos na parte de trás, denominado sikha. Segundo Prabhupada, isso serve para diferenciar os vaishnava de outros grupos religiosos indianos, como os budistas, que raspam totalmente a cabeça. Essa regra é mandatória para monges, mas não é exigida dos pais de família.
- os monges costumam, se possível, tomar um banho frio ao acordar, e faz-se desenhos com tilaka em 13 partes do corpo. Tilaka é uma argila trazida especialmente da Índia e disponível nos templos. Todos são encorajados a tomar banho logo após o despertar, independentemente se o fazem com água quente ou fria.
- devotos iniciados recebem um nome espiritual e, normalmente, em um contexto religioso, não usam o nome civil. O nome espiritual é constituído por um dos nomes e títulos de Krishna, seguido pela palavra Das ou Dasa, que significa "servo".
- O cantor Nando Reis, canta o mantra várias vezes no meio de sua musica "Mantra"
- os Beatles tiveram um contato considerável com Srila Prabhupada, tendo inclusive inserido trechos do maha-mantra em algumas canções. John Lennon, Paul MacCartney e Ringo Starr não simpatizavam muito com o rigor da filosofia, mas George Harrison tornou-se membro da ISKCON e importante divulgador do maha-mantra.
- Na música "Como Vovó Já Dizia" de Raul Seixas, um trecho do mantra é cantado.
- A cantora Nina Hagen, canta o mantra vezes no meio de sua musica "I love Paul"

fonte: hare krshna

A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
Sobre sua vida
A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada nasceu em 1896 em Calcutá, filho de Gour Mohan e Rajani De. Seus pais eram devotos e lhe deram o nome de Abhay Charan ( "destemido por ter se abrigado do Senhor" ). Seu pai, Gour Mohan, o educou à risca nas etiquetas devocionais (vaishnavas) e lhe deu todos os ensinamentos básicos do Bhagavad Gita, lhe ensinou a cozinhar e a tocar bridanga. Gour Mohan sempre quis que seu filho se tornasse um devoto de Sri Radha e Krishna.
Srila Prabhupada concluiu em 1920 seus estudos em sânscrito, filosofia, inglês e economia no Scottisch Churches College. Por circunstâncias auspiciosas ele encontrou em 1922 seu mestre espiritual Bhaktisiddhanta Sarasvati Maharaja, em Calcutá. Em 1932 ele recebeu a primeira e segunda iniciação por Bhaktisiddhanta Sarasvati Maharaja, que lhe deu o nome de Abhay Caranaravinda. Naquela época, Srila Prabhupada ainda estava enredado na vida familiar e nos negócios. Quando pensava em abandonar seus afazeres materiais para fazer sua residência no templo, Bhaktisiddhanta Maharaja o desencorajava. Alguns dos devotos queriam que Srila Prabhupada assumisse a direção de um dos maiores templos da Gaudiya-Matha de Srila Bhaktisiddhanta, mas o prórpio Bhaktisiddhanta tinha outros planos. Ele não queria que Srila Prabhupada se envolvesse diretamente com a Gaudiya-Matha.
[editar] Obras
Em 1944 ele publicou o primeiro número do periódico Back to Godhead, distribuindo as revistas nas ruas de Nova Delhi. Em seguida, começou a tradução do Bhagavad Gita e do Sri Ishopanishad. Embora Srila Prabhupada sempre tentasse de organizar a pregação, não sabia como transformá-la em realidade. Sua idéia era de inspirar devotos na Índia e ir com eles para os Estados Unidos. Ele fundou a League of Devotees (Sociedade dos Devotos), por intermédio da qual conseguiu alguns colaboradores.
"Pelo reconhecimento da erudição filosófica e devoção, a Sociedade vaishnava Gaudiya honrou, em 1947, Srila Prabhupada com o título de 'Bhaktivedanta'." Em 1954, com 58 anos, Srila Prabhupada retirou-se da vida familiar e tomou vanaprastha (ordem de vida retirada), para poder dedicar-se mais tempo aos estudos e às atividades literárias. Srila Prabhupada dirigiu-se para a cidade de Vrindavan, o famoso lugar sagrado onde Krishna tinha aparecido cinco mil anos atrás. Ele achou abrigo no templo medieval de Radha-Damodara, onde vivia em condições humildes, dedicando-se profundamente aos estudos por muitos anos.
Em 1959 entrou na ordem de vida renunciada (sannyasa). No templo de Radha-Damodara Srila Prabhupada iniciou a obra da sua vida - a tradução dos muitos volumes do Srimad-Bhagavatam com comentários dos 18.000 versos! Ali escreveu também o livro Easy Journey to Other Planets (Fácil viagem a outros planetas).
Sendo um sannyasi sem recursos materiais, Srila Prabhupada teve dificuldade em arranjar os meios necessários para suas publicações. Apesar disso conseguiu publicar até 1965, graças a donativos, o Primeiro Canto do Srimad-Bhagavatam em 3 volumes. Além disso Srila Prabhupada esforçava-se para conseguir uma viagem gratis para os Estados Unidos, que por fim lhe foi concedida pro Sumati Morarji, proprietária da Scindia Steamship Company. E assim Srila Prabhupada viajou, sozinho, para os Estados Unidos no outono de 1965 a bordo do cargueiro Jaladuta, para cumprir a missão do seu mestre espiritual. Quando Srila Prabhupada chegou com o navio no porto de Nova Iorque, ele praticamnte estava sem recursos financeiros. Após um ano cheio de dificuldades Srila Prabhupada fundou em julho de 1966 a Sociedade Internacional da Consciência de Krishna (ISKCON), que sob sua direção pessoal se desenvolveu numa década num movimento mundial com mais de 100 ashramas, escolas, templos e comunidades rurais. Em 1968 Srila Prabhupada fundou nas colinas do Oeste da Virginia a primeira comunidade rural da consciência de Krishna, que serviu de exemplo para projetos idênticos em todos os continentes. Em 1972, com a fundação da escola gurukula em Dallas, Texas, Srila Prabhupada introduziu o sistema védico de ensino elementar e secundário no Ocidente.
Com o constante aumento do número de alunos formaram-se 10 outras escolas até 1978. A mais importante das suas escolas está sediada em Vrindavan, Índia. Também na Índia Srila Prabhupada criou muitos projetos, como por exemplo o impressionante templo de Krishna-Balarama em Vrindavana, o Centro de Congresso e Cultural junto com o templo e casa internacional de hóspedes em Bombay e o Centro Mundial da ISKCON em Sridhama Mayapur (Bengala), onde se projeta erguer uma cidade em moldes védicos.
Além destas muitas atividades Srila Prabhupada sempre via na publicação de livros sua tarefa principal, e assim em 1972 ele fundou a Bhaktivedanta Book Trust (BBT), hoje a maior editora na Índia de literatura religiosa e filosófica. Até seu desaparecimento em 14 de novembro de 1977 em Vrindavana, Srila Prabhupada, apesar da sua idade avançada, viajou 14 vezes em viagens de pregação ao redor da terra . Não obstante desta apertada agenda, publicou contínuamente novos livros - num total de mais de 80 volumes - que hoje em dia são traduzidos em todas as línguas do mundo.
Nestes onze anos, de 1966 até 1977, Srila Prabhupada iniciou milhares de discípulos e escreveu, além dos seus livros, cinco mil cartas que hoje estão disponíveis em forma de livros, para seus seguidores.
Srila Prabhupada faleceu em Vrindavan, Índia, no ano de 1977. Seus discípulos continuam levando adiante o movimento que ele iniciou e a mesnagem que ele trouxde da Índia para o Ocidente.
“Se querem me conhecer, leiam meus livros”
Existe muita polêmica em torno de Srila Prabhupada. Algumas pessoas pensam: Srila Prabhupada é um grande sábio, outros o consideram um gentil swami, outros ainda dizem ser um dos muitos sadhus que existem na Índia. Nem todos reconhecem de imediato as qualidades de um devoto puro. Entretanto, o próprio Srila Prabhupada deixou claro em seus inúmeros escritos que a melhor maneira de se compreender o que ele dizia era por meio do estudo aprofundado de seus livros.


fonte iskon

Sathya Sai Baba




Sai Baba fala sobre si mesmo e o nome SAI
Numa de suas temporadas em Brindavan, seu segundo ashram, Sathya Sai Baba falou sobre si mesmo, em 19 de junho de 1974, explicando o significado de seu nome.


"Deus é inescrutável. Ele não pode ser percebido no mundo objetivo externo; Ele está no coração de cada ser. Pedras preciosas devem ser procuradas nas profundezas do solo; elas não flutuam em pleno ar. Procure Deus nas profundezas de si mesmo, e não na tentadora e caleidoscópica Natureza. O corpo é concedido a você para este elevado propósito; mas, você está atualmente fazendo um uso impróprio dele, como a pessoa que cozinhava sua comida diária na vasilha de ouro cravejada de jóias que chegou a suas mãos como relíquia de família.
O homem exalta Deus como onipresente, onisciente e onipotente, mas, ele ignora Sua Presença nele mesmo! É claro, muitos se aventuram a descrever os atributos de Deus e O proclamam como sendo assim e assado; mas, esses atributos são somente suas próprias suposições e os reflexos de suas predileções e preferências.
Quem pode afirmar que Deus é isso ou aquilo? Quem pode afirmar que Deus não é tal forma ou possuidor de tal atributo? Cada um pode adquirir da vasta extensão do oceano somente o quanto pode ser contido no vasilhame que levar até a praia. A partir dessa quantidade, pode-se conhecer um pouquinho daquela imensidão. Cada religião define Deus dentro dos limites que demarca e então alega conhecê-Lo todo. Como os sete cegos que falavam do elefante como um pilar, um abanador, uma corda ou um muro, porque eles entravam em contato com apenas uma parte e não podiam compreender o animal inteiro, similarmente, as religiões falam de uma parte e afirmam que essa visão é completa e total.
Só há uma religião, a Religião do Amor
Cada religião esquece que Deus é todas as Formas e todos os Nomes, todos os atributos e asserções. A religião da Humanidade é a soma e a substância de todas essas fés parciais; portanto, existe somente uma Religião e essa é a Religião do Amor. Os vários órgãos do elefante que, para os buscadores sem visão da sua verdade, pareceram separados e distintos, foram todos fomentados e ativados por uma única corrente sanguínea; as várias religiões e fés que se sentem separadas e distintas são todas fomentadas por uma única corrente de amor.
O sentido da visão não pode ver a Verdade. Apenas pode fornecer informação falsa e turva. Por exemplo, muitos observam Minhas ações e começam a declarar que Minha natureza é assim e assado. Eles são incapazes de avaliar a santidade, a majestade, e a realidade eterna que Eu Sou. O poder de Sai é ilimitado; manifesta-se eternamente. Todas as formas de 'poder' residem nas palmas das mãos de Sai.
Mas, aqueles que declaram ter Me entendido, os intelectuais, os Yogis (praticantes de Yoga), os Pandiths (eruditos), os Jnaanis (sábios), todos eles estão conscientes apenas do menos importante, o casual, a manifestação externa de uma parte infinitesimal desse poder: os chamados 'milagres'! Eles não desejaram entrar em contato com a Fonte de todo Poder e toda Sabedoria, que está disponível aqui em Brindavan. Eles estão satisfeitos quando garantem uma chance de exibir seu conhecimento dos livros e alardear sua erudição em Ciência Védica, sem perceber que a Pessoa da qual os Vedas emanaram está entre eles, para seu próprio bem. Em seu orgulho, eles ainda pedem por mais oportunidades!
'Derrotas' experimentadas pelos Avatares são parte do Lila
Este tem sido o caso, em todas as épocas. As pessoas podem estar muito próximas (fisicamente) do Avatar, mas, vivem suas vidas sem se dar conta de sua fortuna; elas exageram o papel dos milagres, que são tão triviais, quando comparados com Minha glória e majestade, quanto um mosquito é em tamanho e força, comparado ao elefante sobre o qual pousa. Portanto, quando vocês falam sobre esses 'milagres', eu dou risada por dentro, de compaixão, por vocês tão facilmente se permitirem perder a preciosa consciência da Minha Realidade.
Meu poder é incomensurável; Minha verdade é inexplicável, insondável. Eu estou anunciando estas coisas sobre Mim, porque a necessidade surgiu. Mas, o que Eu estou fazendo agora é apenas a dádiva de um 'Cartão de Visitas'! Deixem-me dizer a vocês que declarações enfáticas da Verdade por Avatares foram feitas com tanta clareza e tão inconfundivelmente assim somente por Krishna. Apesar da declaração, vocês vão reparar, na história do próprio Krishna, que Ele submeteu-se a derrotas em Seus esforços e empenhos, em algumas poucas ocasiões; vocês deverão notar ademais que aquelas derrotas também eram parte do drama que Ele havia planejado e que Ele mesmo dirigiu. Por exemplo, quando muitos Reis suplicaram a Ele que evitasse a guerra com os Kauravas, Ele confessou que Sua Missão na Corte dos Kauravas para assegurar a paz havia 'falhado'! Mas, Ele não havia desejado que tivesse sido bem sucedida! Ele havia decidido que a guerra deveria ser empreendida! Sua Missão tinha a intenção de punir a cobiça e iniqüidade dos Kauravas e de condená-los perante o mundo inteiro.
'Não anseie de Mim triviais objetos materiais'
Agora, Eu devo dizer a vocês que, durante o advento deste Avatar Sai, não há lugar nem mesmo para tal 'drama' com cenas de fracassos ou derrotas! O que Eu quero, deve acontecer; o que Eu planejo, tem que acontecer. Eu sou Verdade (Sathya); e a Verdade não tem necessidade alguma de hesitar, ou temer, ou curvar-se.
'Querer' é supérfluo para Mim. Minha Graça, pois, está sempre à disposição dos devotos que têm Amor e Fé firmes e constantes. Desde que Eu me movimento livremente entre eles, falando e cantando, até mesmo intelectuais são incapazes de compreender Minha Verdade, Meu Poder, Minha Glória, ou Minha real Missão como Avatar. Eu posso resolver qualquer problema, seja o quão espinhoso for. Eu estou além do alcance da investigação mais intensa e da avaliação mais meticulosa. Somente aqueles que reconheceram Meu Amor e experimentaram esse Amor podem afirmar que vislumbraram Minha Realidade. Assim, o Caminho do Amor é a estrada Real que leva a humanidade a Mim.
Não tentem Me conhecer através dos olhos externos. Quando você vai a um templo e fica diante da Imagem de Deus, você reza de olhos fechados, não é? Por que? Porque você sente que somente o olho interno da Sabedoria pode revelá-Lo a você. Portanto, não anseie de Mim triviais objetos materiais; mas, anseie por Mim, e você será recompensado. Isso não significa que você não deva receber quaisquer objetos que Eu dê, como sinal da Graça oriunda da plenitude do Amor.
Eu devo dizer a vocês por que Eu dou esses anéis, talismãs, rosários, etc. É para sinalizar a ligação entre Mim e aqueles aos quais foram dados. Quando a calamidade cai sobre eles, o artigo vem a Mim num flash e retorna noutro flash, levando de Mim o remédio da Graça da proteção. Essa Graça é disponível para todos que Me chamam através de qualquer Nome ou Forma, e não meramente para aqueles que vestem esses presentes. O Amor é a ligação que conquista a Graça.
Não existe criatura sem Amor
Considerem o significado do nome, Sai Baba. Sa significa 'Divino'; ai ou ayi significa 'mãe' e Baba significa 'pai'. O Nome indica a Divina Mãe e o Divino Pai, assim como Saamba-shiva, que também significa Mãe e Pai Divinos. Seus pais físicos exibem Amor com uma dose de egoísmo; mas, este 'Mãe e Pai' Sai derrama afeição ou reprimendas, apenas para levá-los rumo à vitória na luta pela auto-realização.
Desse modo, este Sai veio em função de realizar a suprema tarefa de unir a humanidade inteira como uma família através dos laços da irmandade, e de afirmar e iluminar a Realidade Átmica de cada ser para que se revele a Divindade que é a base sobre a qual repousa todo o Cosmos, e de instruir a todos a reconhecer a Herança Divina comum que conecta cada ser humano com cada ser humano, de modo que o ser humano possa soltar a si mesmo do animal, e elevar-se à Divindade que é sua meta.
Eu sou a encarnação do Amor; Amor é o Meu instrumento. Não existe criatura sem Amor; a mais inferior ama a si mesma, pelo menos. E este 'si mesmo' é Deus. Então, não existem ateístas, ainda que alguns possam não gostar dEle ou recusá-Lo, assim como doentes de malária não gostam de doces ou diabéticos recusam a ter qualquer coisa a ver com doces! Aqueles que se envaidecem como ateístas irão um dia, quando sua doença tiver passado, saborear Deus e reverenciá-Lo.
Eu tive que dizer a vocês muitas coisas sobre Minha Verdade, porque Eu desejo que vocês gostem de contemplar estas coisas e extraiam alegria delas, de modo que sejam inspirados a observar e cumprir as disciplinas estabelecidas por Mim e progridam em direção à Meta da Auto-realização, a Realização do Sai que brilha em seus corações."
Sathya Sai Baba
http://www.sathyasai.org.br/

UM GURU IMORTAL Paramahansa Yogananda

 
 
 
UM GURU IMORTAL



http://www.yogananda.com.br/index.asp
VIDA E OBRA 
Paramahansa Yogananda nasceu em 5 de janeiro de 1893, com o nome de Mukunda Lal Gosh, no norte da Índia, na cidade de Gorakhpur, nos contrafortes das montanhas do Himalaia.
Desde os primeiros anos, ficou evidente que sua vida estava marcada por uma destinação divina. Segundo os que lhe eram mais íntimos, mesmo em criança, a profundeza da sua percepção e experiência do mundo espiritual estava muito além do comum. Na juventude, ele procurou muitos sábios e santos da Índia, esperando encontrar um mestres iluminado que o guiasse em sua busca espiritual.
Nascido na Índia no dia 5 de janeiro de 1893, Paramahansa Yogananda dedicou sua vida a ajudar pessoas de todas as raças e credos a realizarem e expressarem com maior plenitude a beleza, nobreza e verdadeira divindade do espírito humano.
Depois de sua formatura pela Universidade de Calcutá em 1915, Sri Yogananda fez os votos formais como monge da venerada Ordem Monástica dos Swamis, da Índia. Dois anos depois, ele iniciou importantíssima obra, fundando uma escola "como viver", que desde então cresceu, transformando-se numa instituição composta de vinte e um estabelecimentos educacionais espalhados pela Índia, onde as tradicionais matérias acadêmicas são oferecidas juntamente com o treinamento em yoga e instruções sobre ideais espirituais.
Em 1920, ele foi convidado a representar a Índia no Congresso Internacional dos Liberais Religiosos, realizado em Boston. Sua conferência nesse Congresso e subseqüentes palestras na Costa Leste dos Estados Unidos foram entusiasticamente acolhidas, e em 1924 ele partiu para uma turnê de conferências através do continente.
Durante as três décadas seguintes, Paramahansa Yogananda contribuiu de maneira profunda no sentido de criar no Ocidente uma percepção e apreciação mais agudas da sabedoria espiritual do Oriente. Em Los Angeles ele estabeleceu a Sede Internacional da Self-Realization Fellowship, uma instituição não sectária fundada por ele em 1920.
Através de suas obras escritas, das palestras e seminários realizados em suas longas viagens, e da criação de centros de meditação e templos da Self-Realization Fellowship, ele apresentou a milhares de buscadores da verdade a antiga ciência e filosofia da yoga, com os seus métodos de meditação universalmente aplicáveis.
Num artigo sobre a vida e obra de Sri Yogananda, o Dr.Quincy Howe Jr, professor de Línguas Antigas no Scripps College escreveu: "Paramahansa Yogananda trouxe ao Ocidente não apenas a perene promessa da realização de Deus, mas também um método prático por meio do qual os buscadores espirituais de todos os níveis sociais podem progredir rapidamente em direção àquela meta. Originalmente apreciada no Ocidente apenas em níveis elevados e abstratos, a herança espiritual da Índia é agora acessível como prática e experiência a todos que aspiram conhecer a Deus, não no além, mas aqui e agora... Yogananda colocou os métodos supremos de contemplação ao alcance de todas as pessoas."
Copyright© 1996 Self Realization Fellowship. All Rights Reserved.





Paramahansa Yogananda foi o primeiro grande mestre da Índia a viver no Ocidente por um longo  período (mais de trinta anos).




  
Ele foi o último de uma sucessão de três grandes mestres indianos (Mahavatar Babaji,  Lahiri Mahasaya  e Swami Sri Yukteswar), tendo a missão  de trazer para o  ocidente a  redentora  mensagem  e té...cnica de kriya yoga através da Self-Realization Fellowship.

Excepcional autodidata, explica com clareza  em seu  livro,  "Autobiografia de Um Iogue", as leis sutis, mas definidas,  pelas  quais os verdadeiros iogues realizam milagres e atingem o autodomínio.

Os deuses hindus



                                                 hindu-trinity-brahma-vishnu-and-shiva


Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos tempos as características desses deuses se fundiam para formar uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas as mitologias. Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos inerentes a todas as religiões.
A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos braços que uma divindade apresentava significava extensões de sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos seus vários poderes na ordem cósmica.
Em seguida, estão relacionados alguns dos Deuses Hindus, com suas esposas, seus avataras, seus companheiros e principais características:
Brahma, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.
Shiva, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo.
Parvati (ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade de deus e deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.
Uma, é a deusa dourada, que como uma forma de Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva. Serve ás vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.


Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.
Kali, é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo, com uma sede insaciável por sacrifícios sangrentos. Aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruimos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição se efetua nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte, escrita no Apocalipse de São João.


Nandi, o touro sagrado para o povo do Indostão como um símbolo de fertilidade. Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva , de quem é montada, camarista e músico. Shiva usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção da Alma.
Kartiqueia (ou Scanda), substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido. Representa a Alma Humana, que deve guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou Ego. É a Vontade (Thelema), necessária para a Vitória.
Ganesh, filho de Shiva , com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito. É a Sabedoria divina que a todos guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo.
Vishnu, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.
Matsia, o peixe de chifres que representa a intercessão de Vishnu num tempo de dilúvio universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre. O peixe representa a energia inteior, sexual, transmutada.
Curma, a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia medieval, representa o Antimônio, o fixador do ouro em nosso interior. É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma tartaruga, dá um passo após o outro, para a realização da Grande Obra.
Varaa, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.
Narasima, O leão-homem foi avatar de Vishnu. Brahma, tinha dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo. Representa também a Execução, mais cedo ou mais tarde, da Lei.
Vamana, o anão, outro avatar, que se tornou um gigante para frustrar um demônio que procurava controlar o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.
Parasurama, foi Vishnu como filho de um brâmane roubado por um rei kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações. Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21). O Karma, quando entre em ação, é terrível e invencível.
Rama, O herói da epopeia literário-religiosa “O Ramaiana”, foi Vishnu como um avatar que venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como foi conhecido nos períodos pós-dilúvio atlante) é a estrela de 6 pontas, ou hexagrama. Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da Fraternidade Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros africanos da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-raça Ariana. Isso, obviamente, é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica.
Krishna, o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do “Bhagavad Gita” . Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.
Buda, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama (personalidade humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse mestre ascenso está, desde o século 17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus na Terra.
Lakshmi, mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.
Sita, mulher de Rama, que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu ideal. Foi raptada pelo demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido. Representa a virtude da Fidelidade ao trabalho gnóstico. Não esmorecer nunca.
Hanuman, o rei dos macacos que emprestou sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita “medir o mundo”, medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.
Garuda, a montada de Vishnu, é uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado, era ás vezes confundida com o deus do fogo, Ágni.


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Vedas

Introdução
A palavra sânscrita Veda é derivada do radical Vid, que significa conhecer. De Vid vem Vidyaa, que significa um trabalho que concede conhecimento. Portanto, Veda significa Conhecimento. Os Vedas são um estoque de conhecimento - tanto do mundo físico, quanto espiritual.


Os Vedas e as Vedaangaas (Ciências Védicas) abrangem Música, Literatura, Física e Química, Botânica e Biologia, Matemática, Engenharia e todo conhecimento relacionado a este mundo, assim como o conhecimento espiritual relacionado ao nosso Eu interior.


Os Vedas não têm Origem Humana
Os Vedas também são chamados de apaurusheya - de origem não humana. Os sábios cujos nomes estão associados com várias canções não são os compositores das canções. Eles são meramente os instrumentos que viram (ou ouviram) as canções. Tanto que, os sábios são as vezes considerados como profetas ou videntes. Os profetas védicos têm o nome de matra-drashtaas. Um drashtaa é aquele que vê.


Quando os sábios estão meditando, os mantras dos Vedas aparecem para eles, na forma de um lampejo, em seus corações. Enxergar ou olhar não significa única e exclusivamente o que os olhos podem distinguir e compreender. É algo que supera todas as formas de percepção e todas as formas de cognição.


Quando dizemos que um homem já viu todo tipo de sofrimento em sua vida, implicaria que o termo ver seria somente aquilo que ele viu com seus olhos? O termo mantra-drashtaa também poderia ser aplicado em uma maneira similar referindo-se àquilo que é compreendido através de uma visão interior. Os sábios eram capazes de ouvir os Vedas em seus corações.


"Os riks (mantras dos Vedas) alcançaram a mais alta realidade, o vazio mais luminoso, onde todos os deuses estão firmemente estabelecidos. Se alguém não sabe disso, a mera entonação dos riks não servirá para propósito algum. Os riks residem no Imutável, Supremo Espaço Celeste onde todos os deuses estão sentados. O mantra não tem utilidade alguma para aquele que não sabe disso"
~ Rig Veda


Os Vedas são Infinitos e Atemporais
Os Vedas também são considerados como anantaa e anaadi - infinito e atemporal. Isaac Newton, através de seu árduo trabalho, inteligência e experimentos, descobriu que há um poder de atração chamado gravidade, que é natural da Terra. A partir daquele dia, nós passamos a acreditar que a Terra tem o poder de atração. A Terra não tinha este poder de atração antes de Newton?


Na verdade, desde a origem da Terra , sempre existiu o seu poder de atração. Da mesma maneira, os Vedas são a respiração da vida dada a nós através de Deus e existem desde o início dos tempos. Os Rishis são os profetas dos Vedas. Se os Rishis tivessem composto os Vedas, eles não poderiam ser chamados anaadi. Portanto, eles não os compuseram. Os Vedas não têm autoria humana. Rishis são apenas os drishtaas (videntes e descobridores), não os kartaas (criadores ou compositores).


Isto é similar a Colombo descobrindo a América - ele não criou a América, ela já existia muito antes dele a descobrir. Ele simplesmente fez com que o continente fosse conhecido pelo mundo. Igualmente, os Rishis são apenas os receptores do que existe no Universo na forma de sons.


Os Vedas são Universais
"Está a gravidade da Terra limitada ao país ao qual Newton pertencia? Quando pessoas inteligentes que pertencem a um país descobrem algo relacionado à Natureza, aquele conhecimento é para o mundo todo.


Da mesma forma, o conhecimento dos Vedas são universais e devem ser disponibilizados para pessoas do mundo inteiro.Os Vedas não fornecem nenhum espaço para distinção baseada em religião ou nacionalidade. Eles prometem proteger todos aqueles que seguem as prescrições védicas.


Quem quer que caminhe mais próximo aos Vedas, os Vedas (e os princípios védicos) irão caminhar mais próximo destes. Os Vedas exaltam o Deus Único do Universo com diferentes nomes. Desde quando o mais antigo Rishi não tinha tido a oportunidade de apresentar os Vedas por meio de um ângulo coletivo, os Vedas têm sido submetidos a concepções distorcidas e críticas.


No entanto, se alguém estava a reconhecer a interpretação mais ampla subjacente dos mantras védicos, então não há lugar algum para estas distorções. O mais antigo Rishis penou para entender a verdade escondida nos Vedas.


As vibrações de suas práticas espirituais se espalharam Universo afora. Eles não são limitados à Índia (Bharat) ou a qualquer outro lugar em particular. Eles podem ser praticados em qualquer lugar do mundo, tanto na América quanto na Austrália. Sendo uma personificação da Verdade, eles não mudam de acordo com o tempo ou o lugar"
Sathya Sai Baba


Os Vedas, por si próprios, nos ensinam sobre sua universalidade.
Que a Terra com pessoas que falam diversas línguas, e que têm diversas religiões, independente de seus lugares de permanência, emane de tesouros a Mim, através de mil córregos como uma vaca fiel que nunca há de desapontar.
Atharva Veda
http://www.sathyasai.org.br/vedas/

Ganesha - Removedor dos Obstáculos


Ganesha, o deus hindu removedor de obstáculos"Ganesha Sharanan Sharanan Ganesha"


Este deus do conhecimento é o removedor dos obstáculos e que também é o filho mais velho do Deus Shiva. Deus Ganesha também é chamado Vinayak (conhecimento) ou Vighneshwer (deus para remover os obstáculos). Ele é adorado, ou pelo menos lembrado, no princípio de qualquer desempenho auspicioso para bênçãos e auspiciosidade.


De acordo com a mitologia hindu, é o deus elefante, filho primogénito de Shiva: O supremo dos deuses e da mãe Parvati: A deusa da natureza. Conhecido como o Deus dos comerciantes, da prosperidade, da prudência, da política e da sagacidade. Em seu nascimento, após ter a cabeça trocada por Shiva, recebeu a benção de seu pai de que todos os cerimoniais, todas as escrituras, todos os relacionamentos de importância mundial deveriam sempre começar com uma invocação a Ganesha, para que tivessem maior eficácia


Ganesha pertence à família de deuses mais popular do Hinduísmo. Ele é o filho mais velho de Parvati e Shiva. Parvati é filha dos Himalayas, aquela cadeia de montanhas nevadas, que cobre o norte da Índia. Ela é uma deusa muito graciosa e linda, mãe bondosa e esposa devota. Shiva - bem, até mesmo seus amigos mais íntimos admitem, que ele não é um pai ou marido ideal. Shiva ama sua família de todo coração, mas a sua maneira. O que acontece é que ele não agüenta ficar em casa o tempo todo. Tem alma de aventureiro, gosta de viajar, mas a sua paixão é a meditação e o Yoga. Tanto, que quando absorto meditando, nem um terremoto o perturba.


Ele tem um corpo rosado e uma forte refulgência branca ilumina todo o ambiente onde está. Sua tromba está sempre inquieta. Em seus diversos braços ele carrega uma chave que corta todo o mal; um laço que indica seu desapego. As bolinhas em suas mãos chamam-se ladhu, seu doce predileto é feito de grão de bico. A cobra que sempre o acompanha é a guardiã das riquezas da terra.


O ratinho Mushafi é o secretário mais próximo de Ganesha, sendo que todos os pedidos devem ser primeiramente dirigidos ao ratinho, que por sua vez leva ao seu mestre. Dizem as lendas que a pessoa que reza para Ganesha nunca encontra obstáculos na vida que não possa superar!
Além da Índia é encontrado no Tibet, Nepal, China, Japão e em quase todos os países do sudeste asiático. Já foi encontrado em escavações arqueológicas, até no México.
Há um significado especial em colocar Ganesha num primeiro plano, antes de se iniciar qualquer empreendimento: quando um elefante se move na floresta, ele abre uma clareira para que os outros animais possam passar. Da mesma forma, quando invocamos Ganesha, os caminhos são abertos para nossos empreendimentos.


Senhor da cabeça de elefante, possui uma grande cabeça, que simboliza sua capacidade de conceber e compreender a lógica do pensamento e refletir sobra a verdade dos ensinamentos. O primeiro passo no caminho espiritual é escutar. Ganesha nos mostra isto simbolicamente com suas grandes orelhas.


O segundo passo é refletir sobre os ensinamentos escutados, e isto ele faz com seu grande intelecto representado pela cabeça de elefante.
A sua tromba é uma ferramenta que tem o poder de desenraizar uma árvore e a sensibilidade para levantar uma palhinha de feno. Como a tromba do elefante, assim deve ser a faculdade de discernimento do intelecto evoluído do homem de modo que ele a possa usar no mundo exterior para resolver os problemas do dia-a-dia e ao mesmo tempo, nos reinos sutis da personalidade interior.


As presas representam os pares de opostos: o bem e o mal; o permanente e o transitório, etc... A tromba entre elas é o poder de discernimento para avaliar e chegar a conclusões adequadas neste mundo de dualidade.


Ganesha também nos ensina sobre o sacrifício. Quando estava escrevendo Mahabharata - A Epopéia da Grande Índia, ditado pelo sábio Vyasa, este último impôs a condição de que Ganesha deveria escrever sem parar. Este por sua vez, impôs também ao sábio a condição de que não parasse de ditar. Enquanto escrevia a pena que usava quebrou-se.
Imediatamente partiu sua própria presa para usar como caneta. Este é um exemplo esplêndido do espírito de sacrifício pelo bem da humanidade.


Por ter sido o escrivão do grande épico Mahabharata ditado por Vyasa, o Sábio, e sua mais famosa parte, o Bhagavad Gita (A Canção do Senhor), que conta os ensinamentos de Krishna, no campo de batalha, ao seu discípulo e arqueiro Arjuna, Ganesha também é considerado a divindade protetora das escrituras e dos escritores, da sabedoria, do conhecimento, dos livros, da educação, da força mística, da profundidade e do discernimento.


Ele tem quatro mãos, a cabeça de elefante e uma barriga grande. O seu veículo é um rato minúsculo. Nas suas mãos leva uma corda (para carregar os devotos à verdade), um machado (para cortar as ligações dos devotos), e uma bola doce de sobremesa(para recompensar os devotos da atividade espiritual). A palma da quarta mão está sempre estendida para abençoar as pessoas.


Uma combinação sem igual do elefante como cabeça e de uma mudança rápida com o veículo de rato minúsculo representa tremenda sabedoria, inteligência, e presença de mente.


Manifestações
São cerca de 90 diferentes formas de aparecer conhecidas de Ganesha, nas quais ele costuma ser retratado com um ventre proeminente, dois ou quatro braços, sentado em um trono de lótus ou no rato que monta, ou dançando.


No budismo, por exemplo, uma das formas mais cultuadas é Mahakala (o deus do tempo) - maha (grande) e kala (tempo) -, onde aparece com dois braços, três olhos, uma pele de tigre, um laço ou uma corda feitos de oito serpentes. É o grande guardião dos ensinamentos budistas. Em muitos textos sagrados do budismo (sutras), por sinal, Buda era visto como O Grande Elefante, O Sábio Elefante, O Elefante Espiritual. Diz uma das muitas lendas que a mãe de Buda sonhou com um elefante branco entrando em seu ventre, e logo depois ficou grávida de Siddartha, que veio a ser Buda. Já em algumas regiões, Ganesha
chama-se Heramba, e possui cinco cabeças de elefante.


Uma ou cinco, a cabeça de elefante representa a grande disposição para escutar, refletir e meditar, e também a inteligência superior; a tromba representa o discernimento e a sílaba OM, símbolo de Brahma, o Criador do Universo; o corpo gorducho e o enorme ventre representam o Universo ou o cosmo; os quatro braços representam os quatro instrumentos internos (ego, memória, mente e intelecto); o machado, o desapego; a corda, a devoção; os doces ou madaka, a alegria na busca do conhecimento; a cobra, a energia cósmica; o gancho, o símbolo que coloca os homens no caminho da virtude; o dente quebrado, todo o
conhecimento e sabedoria; o gesto de abhaya mudrá, fé e coragem na busca. O rato, que em todas as manifestações aparece aos seus pés, representa o desejo mantido sob controle, e ainda simboliza a igual importância do menor e do maior aos olhos de Deus.


Aliás, na cosmogonia hinduísta, cada uma das divindades possui um animal como seu veículo (Yana) de transporte entre o céu e a terra, a exemplo de Brahma (Hamsa, um cisne branco), Vishnu (Garuda, uma espécie de híbrido de homem com uma imensa ave) e Shiva (Nandi, um touro branco, o touro da paz). O veículo de Ganesha é exatamente o rato. Ao mostrar o deus elefante com o rato aos seus pés e submetido a ser seu veículo, o simbolismo oriental demonstra que ele não teme absolutamente nada, nem mesmo rato.


Uma manifestação especial é Ganesha dançarino(Nritya-Ganapathi), pois essa dança encerra um profundo significado de sua dança cósmica: com o balanço de seu movimento do pé esquerdo para o direito, o deus faz o mundo aparecer e desaparecer. A dança de Ganesha, na verdade, revela as batidas do coração do Universo e o ritmo fundamental que reúne todas as manifestações existentes.


De acordo com seus seguidores yogues, como Omakara-Ganapathi, Ganesha mostra claramente que sua inteira manifestação deriva-se do som sagrado OM. Tanto em sânscrito quanto em tâmil, duas importantes línguas religiosas da Índia, a sílaba sagrada OM lembra um pouco as orelhas grandes, a tromba e a barriga do elefante, significando que Deus, a divindade, está no homem.


As histórias também contam que Ganesha, que é reverenciado no mês de agosto-setembro e é casado com Siddhi (Força Mística) e Buddhi (Discernimento), tem um irmão menor chamado Kartykeya, também chamado de Skhanda ou Muruga. Ele é o senhor das hostes luminosas que combate os demônios em todos os lugares, e seu veículo é o pavão. No simbolismo oriental, ele é associado às plêiades, e também é considerado um protetor dos trabalhadores espirituais de todos os lugares.


Shiva e Parvati casados viviam muito felizes num bangalô no Monte Kailasa nos Himalayas, longe da civilização. Depois de algum tempo, Parvati percebeu que seu marido estava inquieto, ele abria a janela e olhava suspirando os altos picos das montanhas, e ela via nos seus olhos a sombra de um sonho. Ela o amava profundamente, e compreendeu o desejo que o consumia.


Um dia ela disse a Shiva:
- Por que você não viaja por uns tempos? Eu sei que você levava uma vida diferente, antes de nos casarmos. Você meditava, dançava, deve estar sentindo falta de tudo isso agora.


- Não minha querida - assegurou-lhe o marido. - Os velhos tempos acabaram, não sinto falta deles mais.


- E a sua meditação? - ela perguntou. Ela era a sua principal ocupação. - Você é o maior yogui dentre todos os deuses. Shiva sabia que ela estava certa. Ele desejava mesmo se absorver de novo, pela prática da meditação, e tinha saudades das grutas favoritas das montanhas, onde se sentava para meditar. E depois foi o poder do Yoga,que o transformou num deus tão poderoso. Mas ele ainda hesitou.
- Mas você não vai se sentir sozinha, se eu for?
Parvati lhe assegurou que ficaria bem. Até porque, queria reformar o bangalô, transformar num lugar confortável e bonito onde uma família pudesse morar, um lar de verdade.
Feliz, Shiva colocou sua pele de tigre na cintura, enrolou suas cobras favoritas no pescoço e braços, chamou Nandi, sua vaca, e dando um aceno de despedida partiu montado nela.


- Não me demorarei. - ele disse a Parvati
Só que Shiva é o mais esquecido dos deuses. Quando medita é impossível despertá-lo. Acima do sagrado rio Ganges, Shiva se sentou e começou a meditar. Passaram-se muitos anos, que equivaliam a milhares de anos terrestres, uma vez que o tempo é diferente para os homens e deuses.


Quando finalmente, Shiva levantou da posição de lótus, lembrou-se da esposa que o esperava pacientemente, no Monte Kailasa, e correu de volta para casa.
Neste tempo que Shiva esteve ausente, Parvati fez um lindo járdim em volta do bangalô, costurara cortinas para as janelas e almofadas para o chão, pintara as paredes e as portas. E nem ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia que tinha deixado sua esposa grávida.


Parvati teve um lindo menino, que a manteve bastante ocupada, lhe deu o nome de Ganesha.
Anos se passaram e o deus bebê cresceu e transformou-se num rapaz inteligente e sério, muito apegado a mãe, e que adorava ajudá-la.
Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho, enquanto seu filho se mantinha perto do portão do jardim. Um homem alto, com longos cabelos presos, um monte de cobras e uma pele de tigre enrolada no corpo se aproximava do portão, e atrás dele uma vaca.


Shiva tinha voltado para casa sem se preocupar com sua aparência selvagem.
Shiva parou... - será que esta linda casa era mesmo a sua? E quem seria aquele garoto bonito no portão?


- Deixe-me entrar menino!


- Não, - respondeu Ganesha, franzindo as sobrancelhas para o vagabundo que queria entrar.


- Você não pode entrar! Ganesha se posicionou na porta de espada em punho.


Naquele momento, Shiva estava furioso, seu terceiro olho, do poder, apareceu no meio da sua testa, brilhando como fogo. Em segundos o corpo do menino estava no chão sem cabeça.


Ouvindo vozes Parvati se apressou, horrorizada viu seu filho sem cabeça e o marido que há tanto tempo não via. Chorou amargamente.
Exclamou:


- O que você fez?! Este é Ganesha seu filho!
Shiva desculpou-se a Parvati, porém não podia voltar atrás, o que esta feito, esta feito. Mas prometeu a sua esposa que o primeiro ser que visse "dormindo errado" (considerava que aquele que dormia com a cabeça voltada para o sul, estava errado, pois o certo seria dormir com a cabeça voltada para o norte) ele cortaria a cabeça e a colocaria em seu filho.


Então Shiva percorreu milhas e milhas, e encontrou um filhote de elefante dormindo "errado". Shiva cortou-lhe a cabeça e ao retornar encaixou-a entre os ombros de Ganesha. Inconformada Parvati foi pedir ajuda a outros deuses.
Brahma e Vishnu que são autoridades no Hinduísmo tanto quanto Shiva,
ao ver o pobre e esquisito menino com cabeça de elefante, disseram a Parvati que nada poderiam fazer quanto a cabeça de Ganesha, pois não poderiam passar por cima de uma decisão de Shiva, mas poderiam dar à Ganesha poderes, para que ele se transformasse num deus muito querido por todos ou hindus. Ganesha seria sempre reverenciado antes de todas as cerimônias religiosas, seria também aquele que destrói os obstáculos, aquele que trás fortuna...


Parvati sentiu-se aliviada, agradeceu aos deuses, e se foi.
O povo hindu ama Ganesha. Há estátuas dele por toda parte: um homenzinho baixote e barrigudo com pele amarela,quatro braços e uma cabeça de elefante com apenas um marfim. Em suas mãos ele leva um disco, uma concha, uma clava e um lírio. Ele cavalga em um rato.Conhecido como o Senhor dos Obstáculos. Por ser sábio,responsável e conhecedor das escrituras, Ganesha é invocado antes de cada empreitada para garantir sucesso.Ele pode remover o mais intransponível dos obstáculos.Durante o festival de Ganesha, em agosto, chamado de Chauti, flores e pratos de arroz são depositados perante as estatuas. Diz-se que se Ganesha for cultuado nesse período,seus desejos serão realizados.
fonte net