terça-feira, 31 de maio de 2011

O Senhor Jagannatha

O Senhor Jagannatha a forma mais esotérica de Krshna





Uma das formas de Deidade que mais causam espanto é a do Senhor Jagannatha, Baladeva e Subhadra, como encontramos em muitos Templos do Brasil. Aqui vamos descrever a história por trás desta surpreendente forma de Krishna, Seu irmão e Sua irmã.


Jagannatha , Baladeva e Subhadra

A muitos milhares de anos um rei chamado Indradyumna reinava uma província chamada de Malava. O rei era muito piedoso e buscava pela linda forma azulada do Senhor que através dos sábios tanto tinha ouvido falar. Certa noite o Senhor se aproximou dele num sonho e lhe informou que logo estaria chegando na forma de um tronco. O Senhor lhe disse que achando esse tronco transcendental sua forma deveria ser esculpida e adorada de acordo com as escrituras reveladas, como era o costume.
No dia seguinte, Indradyumna de fato achou o tronco boiando num rio sagrado. Mas apesar de todo o esforço ninguém era capaz de esculpir o tronco, pois todas ferramentas simplesmente quebravam, sem fazer qualquer marca no tronco. Finalmente, Indradyumna teve que chamar Vishvakarma, o grande arquiteto dos semideuses.

Porém, Vishvakarma impôs uma condição ao aceitar o serviço. Disse que sua meditação não poderia ser interrompida, não importasse quanto tempo levaria. E que se alguém entrasse no quarto onde estava esculpindo as Deidades imediatamente ele iria desaparecer sem completar o serviço. Sem alternativa, Indradyumna aceitou.

Mas com o passar do tempo, a sua impaciência ficou intolerável e, encorajado por sua esposa, ele entrou para ver como andava o trabalho. Imediatamente o escultor sumiu, conforme tinha falado. Mas ele deixou para trás três imagens meio acabadas: Jagannatha, Subhadra e Baladeva. Devido ao grande amor e devoção de Indradyumna, ele mesmo assim apreciou imensamente o resultado, proclamando que de fato o escultor tinha captado a essência do Senhor. Portanto, mesmo aparecendo inacabado, sem pés, mãos, etc., Ele estava espiritualmente completo. Todos santos e escrituras Vaishnavas atestam a esse fato. E assim a forma do Senhor Jagannatha, Subhadra e Baladeva tem sido adorada a muitos milhares de anos. Dizem também que Krishna assumiu essa forma para poder melhor apreciar e captar a linda forma de Srimati Radharani, por isso tem olhos tão grandes.

Conheça o famoso Festival Ratha-yatra onde o Jagannath, Subhadara e Baladeva desfilam pelas ruas dando Suas benções a todos na seção Festivais Espirituais.http://pt.krishna.com/main.php?id=397

DEUSA LAKHSMI

                                              imagem do site saibabaofindia.com
   
Lakshmi é uma Deusa Indiana consorte Vishnu, um Deus Protetor, que é muito amada por seu povo. Foi ela que deu a Indra, o Rei dos Deuses, o soma (ou sangue do conhecimento) do seu próprio corpo para que ele produzisse a ilusão do parto e se tornasse o Rei dos Devas.
A Deusa Lakshmi significa "boa sorte" para os hindus. A pala...vra "Lakhsmi" é derivada da palavra "Laksya" do sânscrito, significando o "alvo", o "objetivo".

UM POUCO DE HISTÓRIA...

A mitologia dos Deuses hindus é uma das mais ricas do mundo. A natureza complexa dos Grandes Deuses como Brahma, o Criador, Vishnu, o Protetor, e Shiva, o Destruidor e suas consortes, está representada em muitos mitos cheios de ação, aventura e romance. Esses mitos materializam o espírito sutil e generoso do próprio hinduismo.
Existem grande quantidade de textos hindus que elogiam os Deuses,e alguns deles, como o Rig Veda, são muito extensos.

A Índia é um país muito grande, com uma vasta população de mais de um bilhão de pessoas, onde se fala 745 línguas distintas. Em torno de 80 porcento de sua população é hindu. O hinduismo como religião parece ter suas primeiras raízes na civilização do vale Indus (2500 a 1500 a. C.), que já adorava Shiva, o Deus da Criação e Destruição, e Devi, a Grande Deusa. Esses Grandes Deuses logo se fusionaram com os Deuses Vedas dos arios, que invadiram a índia em torno de 1200 a. C.
Os primeiros mitos hindus foram escritos em textos religiosos como o Rig Veda em torno de 1200 a. C., e as histórias continuaram desenvolvendo-se durante 2000 anos.
A crença da reencarnação está presente na concepção do hinduismo. Cada ser vivo possui uma alma que experimenta o que denomina de "samsara", ciclo que ocorre através de muitas formas corporais. O samsara dita um ritmo de nascimentos e mortes que podem repetir-se de forma indefinida. A lei do "karma" (em sânscrito "feito") dita os feitos de uma vida e determinam o caráter da próxima. Uma vida de honra aos Deuses, poderá ser recompensada na próxima reencarnação. Assim como o homem se conduz, assim será conduzido: aquele que sempre fizer o bem, não precisa ter medo do mal, pois através de suas boas obras poderá se converter em um homem santo.

O hinduismo dá maior ênfase a riqueza espiritual do que a material.

LUGARES SAGRADOS

A Índia está cheia de lugares sagrados chamados "tirthas", que significam "lugares onde vadeia um rio". Os hindus crêem que os rios levam poderes sagrados à terra e o mais importante desses rios é o Ganges, que nasce no Himalaia e atravessa de um extremo ao outro do norte da Índia para desembocar na baía de Bengala. Existem muitos lugares santos ao longo dos 25-7 Km do Ganges, dos quais o mais importante é Varanasi, a cidade de Shiva, onde seus fiéis vão banhar-se no rio.

Os hindus dizem que banhar-se no Ganges é como estar no céu. Por isso, muitos são os peregrinos que se reúnem lavarem-se em suas águas, que se compara com amrita, o elixir da vida.
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NASCIMENTO DE LAKSHMI


Como todas as Deusas no panteão Hindu, Lakshmi tem muitas histórias sobre sua origem. Uma delas conta, que o Rei dos Reis, Indra, um certo dia, perdeu seus poderes e envelheceu. Um sábio nomeou um Deva menor para ir até Brahma em busca de uma solução. Entretanto,esse último o conduziu até Mahavishnu (avatar de Vishnu) para um melhor aconselhamento. Vishnu sorriu ao ouvir o problema dos Devas (Deuses Menores) e deu-lhes uma solução. Disse que deveriam agitar o poderoso oceano de leite e beber amrita, o elixir que os faria recuperar a juventude e a força.
Mas tal feito não era nada fácil. Como chocalhar o oceano? Usando a montanha Mandara e a serpente Vasuki. Os Devas então foram providenciar tudo. Mas a montanha Mandara necessitava de uma base para puxá-la. Então Vishnu transformou-se em uma tartaruga poderosa e serviu de base para a montanha. Colocaram ainda, a serpente Vasuki em torno da montanha para protegê-la.


 Os demônios acordados com tanta agitação, também quiseram compartilhar o elixir. Os Devas, como sabiam que não conseguiriam realizar a tarefa sozinhos, aceitaram a ajuda dos Asuras (demônios).
Agitaram tanto o oceano até que seus braços se feriram e receberam então, quatorze presentes preciosos para à humanidade. A Deusa Lakshmi foi a última a emergir. Sentada sobre um lótus,era extremamente bela e encantou a todos. Os elefantes do céu derramavam gotas de água para refrescá-la. De acordo com a mitologia hindu, a terra inteira é mantida por quatro elefantes chamados Dik-gaj, onde "dik" significa o sentido e "gaj", o elefante.
Lakshmi trouxe consigo o elixir, que faria reviver a força dos Deuses. Escolheu então, para ser seu consorte, Vishnu. Vishnu carregou Lakshmi do oceano até o céu e cada vez que ele desce na terra como um avatar, é acompanhado por um avatar de Lakshmi.
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A VIDA DE RAMA (VISHNU) E SITA (LAKSHMI)


 RAMA (VISHNU) E SITA (LAKSHMI)

Quando Vishnu atravessou suas reencarnações, Lakhmi reencarnava com ele. Quando Vishnu se tornou Rama, Lakhmi tornou-se Sita. Quando ele virou Krishna, ela passou a ser Radha, a menina-vaca. Tais encarnações são chamadas de avatares.Calque será o nome do décimo avatar,no qual Vishnu aparecerá no fim da época presente no mundo, para destruir todos os vícios e malvadezas e restituir à humanidade a virtude e pureza.
O herói mais importante da mitologia hindu é o príncipe Rama. A história da busca de sua esposa Sita, que foi raptada pelo demônio Ravana, se conta por toda a Índia. Foi escrito pela primeira vez na épica sânscrita de 50000 linhas, o Ramayana (200 aC. - 200 d. C.).
No reino Ayodhya (hoje norte da Índia) há milhares de anos atrás, vivia um rei chamado Dasaratha, o qual estava casado com três esposas (algo habitual entre os reis) chamadas Kaushalya, Kaikeyi e Sumitra. Nenhuma das três havia podido lhe dar filhos. Desaratha aconselhado pelos sacerdotes brahmanas, organizou um grande sacrifício de fogo para conseguir um filho. Durante o sacrifício surgiu um ser místico que lhe entregou um tigela com arroz (se tratava de um alimento santificado) para suas esposas comerem. A Kaushalya por ser a mais importante das rainhas, comeu a metade do arroz,e dividiu o que restou entre as outras duas. Com o passar do tempo, Kaushaya deu à luz a um filho chamado Rama, Kaikeyi teve Bharata e de Sumitra nasceram os filhos chamados Lakshmana e Shatrughana.
 Rama tinha uma metade da divindade de Vishnu e seus irmãos compartem o resto. Os irmãos cresceram desconhecendo sua origem divina. Os hindus adoram Rama como uma encarnação do Deus Vishnu.


 Vishnu (Rama)
Rama apaixonou-se por Sita, a filha do rei Janaka de Mithila, que é a reencarnação da fiel esposa de Vishnu, Lakshmi.
Devido a um incidente na corte, Rama, Lakshmana e Sita foram viver tranqüilamente no bosque. Tudo ia bem até o demônio Ravana seqüestrar a Sita, que gritou a todas as árvores do bosque para dizerem a Rama que estava sendo levada contra sua vontade. Também tirou suas jóias e seu véu de ouro a cinco macacos e Hanumen, seu general. Então o sábio Agastya o aconselhou a adorar o sol, a fonte da vida. Assim o fez e também pediu emprestado uma carruagem e um cocheiro do Deus do Céu, Indra. Logo Rama foi atrás de Ravana e de seus exército de rakshashas demoníacos, que estava cheio de guerreiros ferozes com nomes como Morte-aos-homens.

Rama juntou seu exército composto de macacos e ursos e atacou o demônio, depois de haver cruzado a ponte das pedras flutuantes sobre o oceano. Após diversas batalhas, Ravana, o demônio de dez cabeças foi morto pelas flechas de Rama, e Sita foi finalmente libertada. Rama junto de sua esposa Sita, e seu irmão Lakshmana acompanhados de devotos, regressaram a Ayodhya, depois de haverem passado 14 anos em exílio.

Quando os habitantes de Ayodhya escutaram a notícia da chegada do rei amado, se vestiram com as melhores roupas e as mulheres se maquiaram e vestiram suas preciosas jóias. Justo aquele dia era de lua nova, tudo estava muito escuro, assim para iluminar o caminho do rei Rama, foram colocadas numerosas lamparinas de azeite por todo o trajeto, assim como no palácio e em todas as casas do reino. A palavra Diwalli significa literalmente "fileira de luzes", e foi assim, portanto, que se originou essa festa ancestral que se celebra em toda a Índia e em todo mundo onde vivem os hindus.

A história de Rama e Sita é muito difundida muito além da Índia. É popular na Indonésia, na Malásia e na Tailândia.

O casal Vishnu e Lakshmi regem o sentimento erótico, além de governar o elemento água. A mitologia hindu revela que desta união nasceu Kama, o Deus do amor. Kama é extremamente belo, retratado como um lindo pássaro. Em algumas ocasiões, é reverenciado durante o ato de amor.
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O tema principal do Ramayna é a eterna luta do bem contra o mal, da luz contra a escuridão e das conseqüências dos nossos atos passados. Em Ramayana nos encontramos com o sacrifício da liberdade em nome do dever e da honra. Assim, como nos ensina que o amor, demanda um serviço,pois ele transcende qualquer status social. Rama não vive sem sua Sita, por isso, os grandes mestres espirituais sabem, que nunca deve-se adorar o Deus sozinho, mas sempre com sua consorte, ou seja, junto com sua energia feminina.
Lakshmi é considerada como modelo da esposa hindu, unida em completa harmonia com o marido e sua família.
Sempre que invocarmos Lakshmi, devemos nos recordar que ela não é só a Deusa da Fortuna material, mas sim também da espiritual que é a que realmente perdura e sobre tudo, não devemos esquecer que Lakshmi é ainda, uma Deusa do Amor.
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REENCARNAÇÕES DA DEUSA

A Deusa-Mãe Lakshmi é consultada pela população hindu, buscando algum tipo de riqueza. Há oito modalidades de se adorar Lakshmi, levando em conta o resultado desejado. A imagem abaixo também ilustra as oito reencarnações da Deusa Lakshmi:

* Santhana lakshmi 
Ela protege toda a Riqueza da Família, principalmente as crianças.

* Gaja laksmi 
Ela surge como Rainha Universal com seus dois elefantes que atendem todas as preces e orações..

* Aishwarya lakshmi 
Só Ela encerra a totalidade do conhecimento, tanto material quanto espiritual.

* Dhanya lakshmi 
É Ela que alimenta o mundo nos concedendo a Riqueza da boa colheita dos grãos.

* Adhi lakshmi
Ela é a Mãe Divina e fonte de todo o poder de Vishnu.

* Vijaya lakshmi
É Ela que nos concede a vitória sobre obstáculos e problemas (vitória tb, no trabalho e aspectos legais)

* Dhana lakshmi 
Ela é a doadora do todo tipo de riqueza

* Veera lakhsmi ou Dhairyalakshmi
É Ela que nos dá força e coragem para enfrentarmos qualquer sacrifício.


OS BENEFÍCIOS DA ADORAÇÃO:
Cada um dos aspectos ou reencarnações acima, são chamados de"vrata". Por exemplo, para alcançar a vitória na guerra ou em batalhas legais, deve-se ativar o vrata Vijaya-lakshmi. Para a saúde, o vrata de Veera-lakshmi da coragem e do poder deve ser ativado. Para que a casa ou comércio seja próspero o vrata indicado é o Dhanya-lakshmi. E assim por diante...
Todos que empreendem a busca de um vrata da Deusa Lakshmi com fé e sinceridade, conseguirão o que desejam.
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ADORAÇÃO DO VRATA
Para as mulheres é importante a conexão com a Deusa Lakshmi, pois ela traz muita prosperidade para toda a família. A mulher hindu tradicional preza muito pela conservação de um lar saudável e próspero. Conseqüentemente, as mulheres pedem a ajuda de Lakshmi para assegurar essa harmonia, especialmente porque ela é considerada como modelo de esposa perfeita. O relacionamento de Lakhsmi e Vishnu ilustra esse aspecto.
Qualquer ritual deve ser realizado em uma sexta-feira que coincida com os dias 11 ou 21 do mês. Não deve-se comer carne nesse dia.

Sempre que o puja(ritual de adoração) é realizado, ele compreende três componentes importantes: ter uma imagem ou ilustração da Deusa; o ato do puja, ou adoração que inclui moedas,flores, frutas e alimentos que devem ser lhe oferecidos e no final os alimentos são abençoados e devem ser consumidos.

Executando-se essas três etapas cria-se um relacionamento emocional direto com a Deusa.
Você pode criar em sua casa um pequeno altar para adorar Lakshmi e pedir prosperidade e riqueza para sua vida. É só achar um cantinho ou uma mesinha vazia, cobri-la com uma toalha amarela e colocar a imagem ou uma fotografia da Deusa. Coloque então uma vasilha com água pura, duas lamparinas à óleo ou velas vermelhas, incenso indiano, moedas, uma bandeja com 5 variedades de frutas da época, um vaso com rosas vermelhas, pasta perfumada da madeira de sândalo, e Panchaamrutam, que é uma mistura de mel, manteiga purificada (ghee), coalhada, leite e açúcar. Pode ser substituído por um doce de ambrosia, que é mais conhecido por todos nós. Coloque um som ambiental com músicas indianas.

Depois que o altar estiver pronto sente-se em uma cadeira ou na posição de lótus no chão e feche os olhos. Agora imagina-se flutuando em um rio em cima de uma flor de lótus vermelha gigante. Ao seu lado estará Lakshmi, linda em seu sari vermelho todo bordado de dourado. Converse com ela e diga que você lhe trouxe muitos presentes para serem trocados por sua abençoada sabedoria. Deixe que o fluxo de sua imaginação carregue você, escute as palavras da Deusa e aqueça-se com sua abundância.

Quando quiser voltar é só se despedir da Deusa, respirar três vezes profundamente e abrir os olhos.

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DEUSA DO AMOR, DA BELEZA E DA PROSPERIDADE

Lakshmi é uma Deusa do amor e da beleza, da sorte, da prosperidade e do sucesso. No hindu moderno é representada como uma jovem de longos cabelos negros brilhantes e soltos, vestindo um sari (vestido típico das mulheres da Índia) vermelho com bordados dourados e usando diversas jóias como: colares, braceletes, pingentes e um aro no nariz com incrustações. Em sua cabeça ostenta uma coroa (Mitra) que representa o Monte Meru, a "Morada dos Deuses", que se vê circundada por um aro de luz que simboliza a Luz Solar. Em suas diferentes representações, pode mostrar-se com uma tez escura, ressaltando seu caráter de consorte de Vishnu; quando sua tez é da cor dourada, simboliza fonte de riqueza; se é branca, é a forma mais pura de Prakriti (da natureza); se a tez é rosada, se mostra como a Mãe de todas as criaturas.
Apesar dela aparecer em inúmeras ilustrações com quatro braços, é normalmente representada apenas com dois, segurando uma flor de lótus, ou sentada sobre ela com um cântaro que jorra moedas de ouro e flanqueada por dois elefantes. Normalmente nos templos da Índia, Lakhshmi está em pé ao lado de seu consorte, o Deus Vishnu, o segundo membro da trimurti hindu. A Trimurti ("tripla estátua"), ou trindade, da divindade hindu consiste de: Brahma, Vishnu e Shiva.

Quando é representada por quatro braços, os dois posteriores carregam flores de lótus (conhecimento desenvolvido); os braços anteriores mostram suas mãos doadoras de pepitas de ouro ou gemas, símbolos da fortuna que entrega aos homens: ouro e a gema do conhecimento. As quatro mãos significam os quatro fins da vida humana: dharma (atos de justiça e dever), kama (prazeres sensuais), artha (riqueza) e moksha (libertação espiritual final). As mãos da frente representam a atividade de mundo físico e as detrás, indicam as atividades espirituais que conduzem à perfeição espiritual.
A posição das mãos: em Abhaya até Mudrá ou postura de Proteção no caminho da devoção, e em Varada até Mudra ou Doadora de dons.

O assento de lótus, onde a Deusa se posiciona em cima, significa dizer que devemos apreciar a riqueza, mas não devemos nos tornar obsessivos por ela. Nossa vida deve ser análoga a um lótus, que cresce na água, mas não é molhada por ela. Os lótus, quando mostrados em vários estágios de florescimento, representam os mundos e os seres em vários estágios de evolução. A flor de lótus sustentada pela mão direita posterior nos dá a idéia de que devemos executar todos os nossos deveres de acordo com o dharma. Isso nos conduzirá ao moksha (libertação espiritual final) que está simbolizado por um lótus na mão esquerda posterior.
As moedas de ouro que caem na terra da mão anterior de Lakshmi ilustram o seu poder de doar riqueza e prosperidade para seus devotos. Os dois elefantes ao fundo simbolizam o nome e a fama associados a riqueza temporal. A idéia passada é que o devoto que obtiver a graça da riqueza não é tão somente para adquirir nome e fama ou para satisfazer seu próprio desejo material, mas deve compartilhar com o outro a fim de também propiciar-lhe felicidade. As trompas dos elefantes que sustentam cânforas das quais jorram água, representam as águas do Sagrado Ganges ou também o Amrita obtido através do "Batimento ou  Agitamento" do oceano do qual Lakshmi surgiu esplendorosa, com uma beleza sem par.

Muitas vezes Laskhmi é mostrada portando uma cânfora com Amrita (elixir da imortalidade do espírito), coberta de Kusa (erva ritualística).

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Como Deusa da prosperidade Lakshmi, é chamada também como Dharidranashini (a que destrói toda a pobreza) e Dharidradvamshini (àquela que se opõe a pobreza).
As vezes, se faz referência a ambos (Lakshmi-Vishnu) pelo nome Lakshmi-Narayan, sendo Narayan outro nome de Vishnu.

Outros nomes que são dados para Laksmi incluem Hira (jóia), Indira (A Poderosa) e Lokamata (A Mãe do Mundo). Entretanto, é chamada também de Chanchala que significa "volúvel", ou aquela que não fica em um lugar por muito tempo. Isso significa que a fortuna e a riqueza não permanecem por tempo prolongado nas mãos de qualquer um. Somente aqueles que são merecedores do respeito da Deusa terão esse privilégio. Portanto, não devemos somente adorá-la, mas também não devemos desperdiçar dinheiro em artigos ou projetos desnecessários.


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A DEUSA E A CORUJA

Em algumas pinturas (ou desenhos) Lakshmi aparece voando montada em uma coruja. A coruja é a representação simbólica do Rei dos Reis, chamado de "Uluka" quando aparece nessa forma, personificando a riqueza, o poder e a glória. Sendo assim, Lakhsmi, como uma Deusa da Fortuna, não poderia ter encontrado alguém melhor para lhe servir de montaria.
Essa associação do Deus Indra a um pássaro que é parcialmente cego à luz do dia adverte sobre a procura secular da riqueza espiritual. Lakshmi associada ao Indra-coruja torna-se Mestra da sabedoria espiritual que dá todo o suporte para a riqueza material. Outra interpretação seria de que os olhos jamais se fecham para à luz da sabedoria ou para o sol do conhecimento. Toda Deusa-Mãe mantêm a ignorância sob o seu controle.
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FESTIVAL DIWALLI

O festival de luzes de Lakshmi se chama Diwalli (25 outubro), que homenageia essa Deusa como a esposa de Vishnu. Nessa noite, as esposas hindus dançam particularmente para seus maridos. Lanternas de óleo são acesas por toda parte e pratos típicos são servidos. Esse é o Natal hindu, um período de boa sorte e prosperidade. Essa festa tem duração de uma semana.
Um dos costumes associados com o Diwalli é o jogo, especialmente ao Norte da índia. Se diz que nesse dia a Deusa Parvati jogou os dados com seu marido Shiva e declarou que quem jogasse na noite de Diwalli, prosperaria durante todo o ano seguinte. Ainda hoje, os hindus conservam a tradição do jogo de cartas.
Diwalli é de grande importância para a comunidade dos negócios. As casas e locais de trabalho se renovam e se decoram. As entradas se adoram com lindos motivos tradicionais de desenhos Rangoli para receber a Deusa da riqueza e da prosperidade. Para indicar sua tão esperada chegad se desenha por toda a casa pequenas pisadas com farinha de arroz. As lamparinas e velas devem ser mantidas acesas por toda a noite. As mulheres compram algo de ouro ou de prata, ou algum utensílio novo para ser usado nessa noite.
Ao entardecer, quando se acendem as velas e lâmpadas de azeite, se venera a Deusa entoando canções de devoção e lhe é oferecido também, doces tradicionais.
Os hindus devotos, creêm que Lakshmi atrai a boa sorte e a prosperidade. Se uma mulher é alegre e trabalhadora, se é boa cozinheira, ama a casa e os filhos, e se seu marido prospera, então seus amigos dizem:

-"Tua mulher é uma verdadeira Lakshmi", ou seja, a mulher atrai a boa sorte. Normalmente a mulher casada, particularmente a mulher jovem casada e com filhos, é considerada portadora de boa sorte, pois apresenta aspectos da Deusa Lakshmi, ou seja, o arquétipo ativo da Deusa.
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DEUSA DA ECONOMIA

Lakshmi representa a prosperidade mundana, é a abundância e riqueza, em particular nos aspectos domésticos. Ela é uma Deusa da Economia em geral e é muito popular entre empresários e comerciantes, os quais a adoram todos os dias antes de abrirem seus negócios.
Em Nova Deli há um famoso e colossal templo de Lakshmi-Narayan. Foi construído por um multimilionário hindu moderno, um dos mais ricos da Índia em agradecimento a riqueza que já conseguiu.

Mas, segundo os grandes Yoguis, se não estivemos afiançados com a pureza interior, não poderemos desfrutar do dom de Lakshmi que representa: o tesouro espiritual da iluminação. Por isso, são usadas muitas lanternas em suas festas, pois só a luz dissipa a obscuridade da ignorância, só a luz ilumina o caminho até a auto-realização, que é a maior fortuna que podemos aspirar: a paz interior.
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PARA ALCANÇAR A PROSPERIDADE

Kamala Daveenyai Dhanakashinyai Sowaha
O mantra deve ser recitado 108 vezes e depois a riqueza e prosperidade estarão presentes em nossas vidas.

Texto pesquisado e desenvolvido por
ROSANE VOLPATTO
Om Sreem Kareem Aum Kubera Lakshmi

Amma A LÍDER ESPIRITUAL


Imagine uma criança nascida em uma remota vila de pescadores no sul da Índia, em 1953. Agora imagine esta mesma criança, depois de alguns anos, sendo forçada a abandonar os estudos, ainda na quarta-série do primeiro grau, para cuidar da casa e dos sete irmãos. Imagine também que esta criança sofreu maus tratos da própria família e preconceito da comunidade onde vivia porque nasceu com um tom de pele escuro e azulado, e porque passava parte do seu tempo meditando e cantando incansavelmente o nome de Deus.Quais as chances reais de alguém nestas condições vir a se tornar uma das lideranças espirituais mais respeitadas e atuantes do mundo, e criadora da maior obra humanitária do planeta?

Quem é Amma?[Image] Desde muito cedo, Amma quebrou padrões, regras, tradições e, principalmente, toda e qualquer expectativa de futuro para si mesma.
Sua motivação? O profundo desejo de servir ao próximo e despertar no mundo os sentimentos de amor e compaixão.Este desejo começou a se manifestar já na infância, no pequeno vilarejo pobre onde nasceu, cuidando dos mais carentes e necessitados, mesmo pertencendo a uma família igualmente carente e necessitada.Daqueles tempos difíceis até hoje, Amma não mudou. Ela continua cuidando de quem sofre, só que agora em uma escala mundial.
Ao longo de quase 40 anos dedicando cada minuto da sua vida a quem precisa, Amma tocou o corações de milhões de pessoas, incluindo aquelas que um dia a trataram injustamente.
A expressão da compaixão da Amma não tem fronteiras. Além de criar uma missão humanitária internacional reconhecida pela ONU, desde 1987 Amma viaja anualmente ao Ocidente para levar sua mensagem de paz e amor em encontros públicos e gratuitos. Suas visitas atraem multidões. São dezenas de milhares de pessoas em busca de suas palavras, sua presença física e, principalmente, seu abraço, considerado uma bênção por discípulos, devotos e simpatizantes em todo o mundo.


A Mãe
Amma nunca se casou, nem teve filhos. Apesar disso, é considerada por milhões de pessoas com a Grande Mãe.
Mas por quê? Há quase quatro décadas Amma recebe amorosamente quem busca sua presença e escuta seus problemas com a paciência e a dedicação de uma mãe.
Esta incomparável experiência desperta uma compreensão mais profunda da natureza do mundo e um retorno à sua verdadeira essência.
A Mestra
“Amma não faz nenhuma reivindicação”. Frases como estas são repetidas frequentemente pela Amma.
Mestres verdadeiros não precisam se declarar mestres para o mundo. Eles são reconhecidos por aqueles que têm o coração puro e que são sinceros em sua busca.
Uma mãe não precisa dizer ao seu filho “Eu sou sua mãe”. Com a Amma também é assim: seus filhos a reconhecem naturalmente.
Na Índia, Deus não é visto como algo a parte, externo, ou que vive no céu. Deus é a nossa própria essência, o ser verdadeiro que reside no coração de todos.
Apesar de latente no interior de cada ser vivo, esta realidade divina não é manifestada em sua plenitude devido ao ego e seus aspectos como a raiva, a inveja, o medo, o apego, a incapacidade de perdoar, entre outros sentimentos negativos. Ultrapassar os bloqueios do ego é a grande conquista da vida.
Para isso, somente quem já transcendeu o ego e vive estabelecido na Verdade pode elevar nossa compreensão limitada de Deus e do mundo até a verdadeira consciência divina. Ele é o satguru, o mestre realizado.Desde os tempos mais remotos até hoje, uma linhagem de mestres nascidos na Índia vem conduzindo buscadores da Verdade até a realização final.Vindos de todas as partes do mundo, muitos destes buscadores encontram na Amma o que tanto procuram: alguém que vive a Verdade suprema e que é capaz de guiá-los até ela.
Talvez você se pergunte “Quem foi o mestre da Amma?”. Ela nunca teve um. Nem estudou as escrituras sagradas. Apesar disso, se tornou a mestra espiritual de milhões de seguidores. Em outras palavras, a força da vida, a luz-guia.
Quando surge o desejo sincero por este encontro, é possível perceber que, na verdade, o mestre sempre esteve esperando por você.
Auto-conhecimento, união, paz, amor e compaixão. Essa é a mensagem e o exemplo que a Amma ensina. Um ensinamento que não é para poucos, mas para todos, e para o bem do mundo.
www.ammabrasil.org é o site oficial da Amma no Brasil. Copyright MACenter® 2009. Todos os direitos reservados

Mata Amritanandamayi ­ ou Amma







Amma ("Mãe", como é conhecida carinhosamente) conquista o mundo através de seu exemplo de vida e ensinamentos simples de compaixão e amor.
"Ela é o amor de Deus na forma humana.”
 Dra. Jane Goodall
Amma é considerada por muitos como uma "Santa Viva" e aonde ela vai, multidões tornam-se cada vez maiores com a divulgação crescente de seu nome. Foi descrita pelas Nações Unidas como "Uma proeminente Líder Espiritual", enquanto que a imprensa a chama de "A Mãe da Compaixão", por causa do vasto trabalho humanitário e obras de caridade. Desta forma, muitas vezes ela é comparada a Madre Tereza de Calcutá.
Mata Amritanandamayi Devi (Mãe da Eterna Felicidade, em sânscrito) ou apenas Amma (Mãe), como é carinhosamente chamada, nasceu em 1953, no Estado de Kerala, sul da Índia. Quando nasceu, não chorou. Ao contrário, estampou um sorriso radiante. Começou a falar com apenas seis meses e, aos dois anos, já fazia orações e cantava em louvor a Krishna (uma das divindades hindus mais importantes). Filha de uma família de pescadores, aos dez anos largou os estudos para cuidar da casa, dos sete irmãos e das vacas da família. Amma tem observado a chamada interior de ajudar o próximo desde sua infância. Além de seu árduo trabalho, ela ajudava os idosos, necessitados e doentes de seu vilarejo. Estas tarefas eram feitas sem reclamação, muitas vezes completamente absorta na reverência por Deus. Muitos dos aldeões a viam como uma menina maluca devido ao fato dela cantar músicas de adoração enquanto trabalhava, o que a fazia mergulhar em profundos estados de bem-aventurança. Como uma jovem sábia, ela nunca recebeu instrução formal de um Mestre Espiritual. Nunca sequer leu livros ou estudou filosofia. Mesmo assim, sua inigualável santidade e profunda sabedoria parece ter sido acesa pelas suas práticas de devoção e lembrança de Deus.
"Desde de infância eu tinha um profundo e intenso amor pelos Nomes Sagrados. Eu repetia o Nome do Senhor incessantemente com cada respiração; e uma constante corrente de pensamentos divinos era deixada em minha mente"
Mesmo sendo de família pobre, sua compaixão para os que eram ainda mais necessitados plantou uma semente, que com o tempo tornou-se sua Missão Espiritual. Por exemplo: ela tirava porções de comida do já escasso estoque de sua casa e discretamente distribuía para famílias famintas. Diz-se que uma vez, ela pegou a única jóia de sua mãe e deu para uma família que estava passando fome há algum tempo. Sobre estes dias, Amma diz que, por ter visto tanta miséria e sofrimento em sua volta, ela se aprofundou em entender a natureza destas condições. Logicamente, sabe-se que todo problema tem solução, porém ela percebeu que o sofrimento humano está profundamente enraizado na falta de amor. Numa idade bem jovem, já estava determinada a tornar-se parte da solução, oferecendo a sua vida, completamente, como expressão do Divino Amor.
Já na adolescência, sua reputação trouxe oposição. Ela começou a atrair enormes quantidades de pessoas, que queriam testemunhar seu estado divino de identificação com Deus e receber seu abraço-darshan. Como faz até hoje, Amma consola seus visitantes, embalando-os em seus braços, ouvindo seus problemas (espirituais ou não), gentilmente acariciando suas costas e muitas vezes sussurrando palavras de conforto em seus ouvidos.
Sua natureza espiritual inata chamava a atenção de todos. Freqüentemente era encontrada em profunda meditação e repetindo o nome de Deus. Nesta época, começou a manifestar uma profunda necessidade de servir ao próximo, cuidando dos mais carentes em sua aldeia, mesmo pertencendo a uma família pobre. Na adolescência, seu amor por Deus e por toda a Criação atingiu as mais elevadas proporções, resultando numa intensa e transformadora união com o Supremo. Aos 20 anos, foi reconhecida como mahatma (grande alma) e, desde então, dedica sua vida a uma missão: servir à humanidade e despertar em seus seguidores o sentimento de amor e compaixão, pilares da verdadeira felicidade.
Apesar da grande admiração que recebia naquela época, ela teve que confrontar uma sociedade tradicionalista, incluindo os membros de sua própria família, que condenaram radicalmente a sua atitude de abraçar qualquer um incondicionalmente - principalmente por ser uma jovem mulher. As pessoas jogavam pedras nela, tentaram envenená-la, até mesmo esfaqueá-la até a morte, mas ela nunca se desviou de seu propósito. Com o passar do tempo, seus oponentes tornaram-se seus seguidores. Seus próprios pais e familiares a vêem cada vez menos como parte da família e cada vez mais como uma Grande Mestra Espiritual.
No final da década de 70, alguns buscadores sinceros, vindos de toda parte da Índia e também do Ocidente, descobriram-na em seus caminhos. Na humilde propriedade dos pais dela, um pequeno heremitério começou a surgir, constituindo-se de um pequeno templo e uma choça, que servia de abrigo. Hoje, o Ashram mantém mais de 1000 residentes-renunciantes (antes de se tornarem monges). Amma diz que a maior benção que um aspirante espiritual pode ter é a glória da divindade interior.
"O homem que despertou, resolve todos os seus problemas por ele mesmo e se torna uma benção para a sociedade"
No final dos anos 80, Amma iniciou turnês internacionais para levar sua mensagem ao Ocidente, por meio de encontros públicos. Estas viagens acontecem até hoje e atraem milhares de pessoas por onde passa. Considerada uma santa viva, Amma conquista cada vez mais seguidores em todo o mundo, através de ensinamentos simples e do exemplo de vida desta que é uma das maiores líderes espirituais que o mundo já conheceu.
Ao ser convidada pelos ocidentais, Amma viajou primeiramente aos Estados Unidos e Europa em 1987. Naquela época, como ela era conhecida apenas por um grupo pequeno de espiritualistas, seus darshans enchiam apenas uma sala-de-estar de cada vez, atraindo apenas uma centena de pessoas. No entanto, como resultado da palavra levada de boca-em-boca, o número de pessoas foi aumentando a cada ano, reunindo milhares de pessoas em cada cidade. Num típico programa, Amma dá uma palestra (satsang), depois conduz cânticos devocionais (bhajans) com um talentoso grupo de monges (swamis). Ao concluir as músicas, seguidas de orações, ela irá sentar-se hora após hora e receber as pessoas até as primeiras horas da manhã do dia seguinte para dar o seu darshan.
Durante a noite, enquanto o númeno de darshans aumenta, torna-se inspirador e emocionante ver como a energia da Amma se mantém - não demonstrando nenhum sinal de cansaço. Amma nunca deixa o local sem que a última pessoa receba seu abraço-darshan. No meio tempo, ela mantém um radiante sorriso, abraçando amorosamente uma pessoa atrás da outra. Com cada abraço e sorriso, uma faísca de sua energia divina é obviamente passada a diante.
Na tradição milenar indiana, um santo ou um grande ser oferece sua bênção por meio de darshan, palavra em sânscrito que significa “Presença Divina”. Amma realiza este ritual através de um gesto que se transformou em sua marca: o abraço. Calcula-se que até hoje mais de 26 milhões de pessoas já foram abraçados por ela em todo o mundo. Com este verdadeiro exemplo de amor incondicional, Amma conforta a alma e alivia o sofrimento de todos que a procuram, independente de religião, raça, sexo ou posição social. As longas sessões de darshan costumam surpreender até os seguidores mais antigos. Amma muitas vezes chega a passar 20 horas ininterruptas abraçando milhares de pessoas que buscam seu darshan, sem demonstrar nenhum sinal de cansaço. “Quando existe amor, não existe esforço”, diz Amma.
Ao se observar o que ela faz, fica claro que não existe qualquer traço do que chamamos "vida pessoal". Dormindo apenas duas horas por dia, ela se torna uma incansável servente de todos, dedicando-se a remover o sofrimento humano. Sua forma de fazê-lo tem duas categorias: 1) Seus encontros públicos (darshan – em forma de abraços). 2) Obras de caridade, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida de qualquer um, numa escala mais abrangente.
Darshan é uma palavra em Sânscrito que significa encontro ou visão de Deus ou de pessoa santa. Na tradição Indiana, darshan consiste apenas em "assistir" ou "ver", significando a benção de uma pessoa santa. Numa mudança radical de costume, o darshan da Amma é único na história, recebendo e abraçando afetuosamente milhares de pessoas de uma vez. Ela é um exemplo de humildade e amor incondicional, que conforta e alivia o sofrimento das pessoas e responde às suas questões sobre a vida, saúde e espiritualidade. Seu amor divino transforma vidas.
Ela se põe à disposição de todos que queiram receber seu abraço. Nunca é cobrado nada e ninguém fica sem receber seu abraço. Hora após hora, dia após dia, ano após ano, ela recebe todos da mesma forma amorosa, independentemente da religião ou crença, raça ou posição social de cada um.
Mesmo quando jovem, as peregrinações vinham de toda Índia para vê-la. Sua popularidade tem aumentado constantemente; acredita-se que ela abraçou cerca de 18.000 pessoas de uma vez, levando mais de 20 horas. Ela passa quase metade do ano na Índia (Amritapuri é o lugar onde nasceu e também onde foi fundada a Missão, que fica às margens do Oceano Índico). Do contrário, pode-se encontrá-la por toda a Índia, ou ao redor do mundo, onde tem sido convidada cada vez mais para distribuir o seu Darshan.
Timothy Convay, PhD, autor do livro "Women of Power and Grace" e especialista em personalidads santas, descreveu Amma como "Uma das mais gloriosas luzes que apareceu na história da religião. Sua disposição em abraçar milhares de pessoas, uma por uma, dia após dia, sem pausa, por todo mundo, é uma dádiva divina - somente o recurso humano não pode atingir isto".
A outra forma com que Amma serve à humanidade é através do desenvolvimento de instituições de caridade sem fins lucrativos, administradas pela Missão Mata Amritanandamayi Trust.
Ensinando através do exemplo de sua própria vida, Amma mescla a consciência espiritual com a prática do serviço social. "Compaixão pelo necessitado é um dever a Deus", ela diz, encorajando aspirantes espirituais a se envolver com trabalhos abnegados. "Se você faz práticas espirituais sem agir abnegadamente, será como construir uma casa sem portas".
De acordo com isto, ela começou uma exaustiva lista de instituições em duas categorias: 1) Direta assistência ao carente; 2) Instalacões educacionais destinadas a ajudar os desprivilegiados. Este segundo inclui escolas primárias, secundárias, vocacionais, técnicas e superior, que vão dos mais básicos ensinos para grupos tribais até o mais avançado certificado técnico e superior. Já a assistência direta inclui um programa de construção de casas para famílias desamparadas, principalmente para as vítimas de grandes desastres naturais; terremotos, tsunami etc.. Existem também abrigos para mulheres abandonadas, pensão para viúvas, orfanatos, clínicas e hospitais, somente para citar alguns.
O mais ambicioso dos projetos é o "Instituto de Ciências Médicas Amrita" (AIMS), com mais de 1000 leitos e que oferece os mais modernos tratamentos, incluindo cirurgia de coração, neurologia e transplante de órgãos - todos gratuitamente.
"O mundo hoje precisa de uma prova sólida de que nossos valores humanos são úteis", disse o Primeiro Ministro da Índia Attal Vajpayee, na inauguração do AIMS. "O trabalho da Amma no campo da espiritualidade, como também no serviço social, nos dá a garantia que tanto precisamos".
Amma é mais conhecida pelo seu trabalho assistencial. Criadora da maior obra social do planeta, sua Fundação Mata Amritanandamayi Math foi reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) como a “única organização não-governamental capaz de promover, em larga escala, um esforço humanitário completo”. A Fundação mantém uma imensa rede de atendimento gratuito com hospitais, clínicas, orfanatos, farmácias ambulantes, asilos, creches, entre outros serviços e programas de combate à pobreza. Além disso, também contempla universidades, centros de pesquisa e formação acadêmica, além de projetos de conservação ambiental. Todas as instituições criadas em nome da Amma são mantidas através de doações, vendas de produtos e o trabalho voluntário de milhares de pessoas.
 
http://www.ammabrasil.org/
http://www.ammabrasil.org/caridade/main.htm


Estudando o Mantra Gayatri

O Gayatri mantra é, junto com o OM, o mantra mais conhecido e cantado na Índia.
Ele representa a essência do conhecimento védico e foi percebido e depois ensinado pelo sábio Vishwamitra.

Certo dia, o rei Viswamitra estava caçando nas florestas do Himalaia e chegou nas proximidades do eremitério do sábio Vasishtha. As tropas do rei estavam cansadas e famintas.
Vasishtha saldou o rei e pediu a Kamadhenu, sua vaca que podia conceder todos os desejos, que provesse alimento para o rei e suas tropas.

Vishwamitra ficou impressionado com a vaca mágica e pensou que essa vaca poderia das conta de todas as necessidades dele, de suas tropas e de seu reino.
Se aproximando de Vasishtha ele pediu a vaca como presente mas o sábio respondeu negativamente, dizendo que somente aqueles que eram realizados na verdade de  Brahman poderiam ter a vaca.
Vishwamitra ficou muito ofendido e se enfureceu, ordenando que suas tropas tomassem a vaca a força.

Vasishtha então ordenou à vaca que produzisse milhares de guerreiros celestiais, que deram uma lição nas tropas de Vishwamitra, as espantando do eremitério.
Percebendo o que ocorreu, Vishwamitra realizou que toda a sua opulência, armas e exércitos não valia de nada perto da realização yogue de um Brahmarishi (título concedido aos mais altos sábios realizados em Brahman, como Vasishtha). Vishwamitra resolveu ele próprio se tornar um Brahmarishi, abandonando seu reino e adentrando as florestas do Himalaia para praticar meditação profunda em Brahman.

Por muitos anos ele praticou exercícios espirituais e meditação, conseguindo grande poderes yogues.
Vendo o avanço de Vishwamitra, Indra, o deus celestial, se assustou e temeu que Vishwamitra pudesse o suceder no comando dos céus. Assim, enviou uma bela ninfa para distrair a meditação de Vishwamitra.
O rei se viu vítima da paixão e se enamorou da ninfa, que engravidou e deu a luz a uma linda menina. Quando se deu conta de que a luxúria havia consumido todos os anos de esforço e meditação, Vishwamitra renunciou sua esposa e filha e mais uma vez entrou em meditação produnda.
Desta feita, Vishwamitra conseguiu poderes ainda maiores e Indra, mais uma vez mandou uma ninfa, que tentou atrapalhar a meditação de Vishwamitra. Tendo sucesso em sua empreitada a ninfa se aproximou do rei, que por sua vez se lembrou da experiência passada e ficou cheio de raiva contra a ninfa por ela ter quebrado sua meditação profunda.
Vishwamitra, então, transformou a ninfa numa pedra.

Foi só então que Vishwamitra percebeu que a raiva e ira haviam consumido todos os anos de sua intensa prática espiritual.
Mas com perseverança inquebrantável, Vishwamitra subiu mais alto no Himalaia e entrou mais uma vez em meditação profunda.
Durante esse período, um outro rei se aproximou do sábio Vasishtha e pediu a ele para realizar um grande sacrifício do fogo para que o ajudasse a atingir o paraíso com seu corpo carnal e com sua consciência atual, o que Vasishtha recusou prontamente.
Ofendido e revoltado o rei, chamado Trishunku, se aproximou de Vishwamitra.

Vishwamitra viu nesse encontro uma oportunidade de ser vingar de Vasishtha, mostrando seus poderes yogues.
Feito o sacrifício do fogo, Vishwamitra mandou o rei ao plano de Indra, com corpo e consciência terrena.
Sabendo ser impossível manter o rei no plano de Indra com o corpo e consciência terrena, Vishwamitra o trouxe de volta, mas enquanto descia das alturas celestiais o rei Trishnku chorou e orou para que Vishwamitra o salvasse.
Vishwamitra concedeu a salvação ao rei, criando um sistema estelar apenas para o rei. Ou seja, o seu poder era tão grande que ele criou um céu/paraíso apenas para o rei.
Mas ao fazer isso, Vishwamitra percebeu que todo o esforço de sua meditação e exercícios espirituais intensos foram em vão.
Mais uma vez ele se viu decepcionado e vez o voto de não sair mais de sua meditação profunda.

Quando Vishwamitra se deu por satisfeito com sua prática, Brahma em pessoa apareceu ante ele e disse que estava muito satisfeito com a intensidade da prática de Vishwamitra, concedendo-lhe o título de Maharishi (Grande Sábio). Entretanto, Brahma lhe avisou que para se tornar um Brahmarishi ele deveria ser abençoado pelo Sábio Vasishtha. Ao dizer isso, Brahma desapareceu.
Mesmo atingido o estado de Maharishi, Vishwamitra se frustrou ao pensar que depois de tudo ainda teria que recorrer ao sábio Vasishtha para ser abençoado.
Com ciúme da posição de Vasishtha ele pensou que se o matasse ele não precisaria das bênçãos para se tornar um brahmarishi.
Espreitando a casa de Vasishtha ele pegou uma grande pedra para atirar na cabeça de Vasishtha.
Mas quando estava próximo ele escutou a esposa de Vasishtha, Arundhati, dizendo que já que Vishwamitra havia se tornado um grande homem, ele deveria abençoá-lo e assim elevá-lo ao estado de Brahmarishi. Vasishtha concordou e disse que assim que Vishwamitra o procurasse ele concederia sua benção.

Ao ouvir isso, Vishwamitra se sentiu profundamente envergonhado, lançou a pedra longe e correu para se curvar diante do grande sábio.
Assim, Vasishtha disse a Vishwamitra: “Você mostrou ao mundo que o espírito humano é invencível e não aceita derrota. Você conquistou a luxúria, os desejos, o apego e arrogância, um por um, através de suas intensas práticas espirituais e meditação. A última barreira era o ciúme. Agora você o conquistou também. Salve Brahmarishi Vishwamitra!”
Assim que Vasishtha tocou o ponto entre as sobrancelhas de Vishwamitra, seu chakra frontal se expandiu e ele viu os sete ritmos pelos quais o Cosmo foi criado.
Nesse exato momento, o Gayatri Mantra junto com os sete Vyahritis (lit. ritmos, mas são os sete planos de manifestação consciencial) foi revelado a ele.
Vishwamitra tem como tradução possível “amigo (mitra) do Universo (vishwa)”.

Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que representa o seu poder criativo ou shakti.
Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.
A palavra Gayatri é composta de duas palavras:
Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.
Trâyate =o que protege; o que concede a liberação, liberar.

Vamos estudar esse mantra, que junto com o OM é o mais importante das tradições hinduístas.
A estrutura do mantra é de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas.
Cada sílaba estimula os impulsos de criação dentro do Ser.
Assim, por mais que numa análise superficial o entendimento do mantra fique de certa forma bem claro, é importante dizer que a tradução pura e simples do mantra abrange apenas a superfície de sua real significância.
Que fique bem claro que o mantra não se trata apenas de uma oração ou um pedido solene.
Essa métrica de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas, é específica do Gayatri e por isso, outros mantras que contém essa estrutura são chamados de gayatri também. Temos o gayatri do Ganesha, ou da Lakshmi, por exemplo.
O mantra aparece no Rig Veda da seguinte maneira:

TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT

Notem que não há a adição dos Vyahritis (Bhuh, Bhuvah, Swaha[svah]), pois a métrica do Gayatri deve respeitar as 24 sílabas no total.
Mais adiante falaremos sobre os Vyahritis.

Voltemos à métrica do Gayatri:
Como já foi dito, cada sílaba gera impulsos de criação em todo o Ser.
Vamos as 24 sílabas e seu significado esotérico:

1)Tat: Sabedoria Profunda (Brahma Jñana)
2)Sa: Bom uso da energia
3)Vi: Bom uso da riqueza
4)Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes
5)Va: A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
6)Re:A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família
7)Nyam: Adoração e respeito à Natureza
8)Bhar: Controle Mental constante e firme
9)Go: Cooperação e Paciência
10)De: Todos os sentidos sob controle
11)Va: Vida Pura
12)Sya: Unidade do homem com Deus
13)Dhee: Sucesso em todas as esferas
14)Ma: Justiça Divina e Disciplina
15)Hi: Conhecimento
16)Dhi: Vida e morte
17)Yo: Seguir o caminho da retidão
18)Yo: Manutenção da Vida
19)Nah: Cautela e Segurança
20)Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem
21)Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
22)Da: Auto Realização e Bem Aventurança
23)Ya: Boa Progênie
24)At: Disciplinas da vida e cooperação

Assim, volto a afirmar que o mantra não é uma simples oração ou ode a uma deidade específica, mas sim todo um conjunto de conhecimentos profundos e sutis.
Não é a toa que o gayatri mantra é considerado a essência dos vedas.
Mas para não ser muito analítico e para dar uma utilidade mais prática ao mantra, vou me ater a explicar o mantra em suas três linhas com oito sílabas cada. Mas nem por isso o estudo será superficial, como poderão comprovar.

De maneira geral, o Gayatri Mantra é cantado ou pensado da seguinte maneira:

OM
BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT

Vamos a uma tradução aproximada:

OM: de forma simplista podemos dizer que ele é o som primordial, a fonte de toda a criação. Um dos outros nomes pelo qual é conhecido é PRANAVA ou “substrato da vida, princípio vital”.
O OM é a base de onde toda a criação tem existência. Ele é o substrato de todo o Conhecimento, é o “pano de fundo” onde o potencial criativo se manifesta.
Não podemos aprofundar o assunto aqui, mas o OM é produto da Shakti, ou Poder Criativo da Consciência [Brahman].
Somente a explicação desse mantra daria um livro, mas para o nosso estudo a definição acima basta.

BHUR BHUVAH SVAH: são 3 das 7 Vyahritis (lit. “palavras, dizeres”) percebidas pelo sábio Vishwamitra. Representam 3 dos 7 planos de manifestação da Consciência.
As vyahritis mais o OM são usadas como uma introdução ao mantra.

BHUR é tradicionalmente associada ao plano físico. Esotericamente é a “espiritosfera” (neologia usada para descrever a amplitude da “atmosfera espiritual” pertinente ao planeta, corpo celeste ou parte/ambiente sideral) do planeta Terra.

BHUVAH é lit. “atmosfera”. Esotericamente é a espiritosfera imediatamente superior à nossa. Segundo a tradição seria o espaço entre o Sol e a Terra e entre a Terra e os outros planetas. Para o pensamento hindu, todos os planetas são habitados e ao mesmo tempo são consciências distintas, sendo Júpiter o mais avançado (espiritualmente) de todos (em nosso sistema solar).
Lê-se “buvarrá”. Em alguns casos, onde o ‘h’ final não é pronunciado, é “buvá”.

SVAH: é o Paraíso, o plano mais alto em nosso sistema. Esotericamente é associado ao Sol, que segundo os sábios é o “limite da onisciência” (Ishwara) de nosso sistema. É ele o portador de todos os referenciais de conhecimento que possuímos. Para um aprofundamento recomendo ler com atenção o Yoga Sutras de Patanjali. Infelizmente não poderemos aprofundar esse tema aqui, pois ele é extenso e tem correlação com a manifestação consciencial desde Brahman até o mundo físico.
Lê-se “suvarrá”. Em alguns casos pode ser lido como “isvárra”.

As vyahrits são interpretadas de várias maneiras, dependendo do ponto de vista filosófico.
Elas também podem ser interpretadas da seguinte maneira:
Bhur: Rig Veda
Bhuva: Sama Veda
Svah: Yajur Veda
Ou ainda como sendo relacionados aos cinco pranas que fluem no corpo humano:
Bhur: Prana (região peitoral)
Bhuva: Apana (região sacra)
Svah: Vyana (permeando o corpo todo)
Essa abordagem é bem fundamentada nas disciplinas Tântricas do Hatha-Yoga e do Kriya Yoga.
É outra abordagem que requer uma explicação mais detalhada, mas infelizmente não é possível nesse momento, visto que todo o conhecimento de bioenergia fundamentada no Kundalini Yoga, Laya Yoga, enfim, no Tantra teria que ser explicado.
As outras 4 Vyahrits são: Mahaha, Janah, Tapah, Satyam.

TAT: Lit. Aquele, aquela (aqui refere-se à Savitri). Lê-se “Tat” (com t mudo).

SAVITUR: De Savitri, o esplendor do Sol, o brilho solar, os raios solares, a força solar. Em muitos casos Savitri é associado ao deus do Sol (Surya). Ela seria a shakti (poder) de Surya.
De forma esotérica representa o Criador, Sustentador, o todo penetrante.

VARENYAM: Desejável, excelente, o melhor entre

BHARGO: efulgência, esplendor, luminosidade (que destrói os pecados), brilho, glória.

DEVASYA: Divino, relativo à divindade. Lê-se “devássia”.

DHEEMAH: Meditar sobre; relativo à meditação. Lê-se “dimarri”.

DHIYO: pensamentos elevados ou nobres, intuição profunda, iluminar (revelar a Realidade Última). Lê-se com o i duplo, “diio”.

YO: o que, o qual.

NAH: nosso, de nós, unir, junto, nó. Lê-se “narrá”, com o “á” curto, como em água.

PRACHODAYAT: de prach (pedir, demandar) + codate[chodayate] (animar, inspirar, colocar em movimento), portanto a tradução seria algo como possa inspirar, possa animar. Lê-se “prachodaiáte”.



O Mantra está todo relacionado ao aspecto iluminador e todo abrangente de Brahman.
Em verdade, o mantra nos mostra a natureza essencial de toda a existência.
Gayatri é uma das formas da Shakti de Brahma, de Vishnu e Shiva.
Ela representa a base, o substrato de toda a existência. Ela é a “expansão” do OM ou a energia que o movimenta.
Num estudo mais aprofundado o mantra se revela como sendo a representação do Sol Espiritual ou a Luz da Consciência.
Sem essa Luz, o próprio Brahma (criador na trindade hindu) perderia seu sentido de ser. Sem essa Luz não haveria o que ser sustentado ou preservado.
Ela seria a ponte ou a ligação inquebrantável de Brahman com tudo. Seria a Presença invisível e subjacente a tudo.

O Mantra foi ensinado ao avatar Rama por Vishwamitra durante a batalha contra o demônio Ravana, onde todas as possibilidades de vitória de Rama diminuíram consideravelmente.
Com o uso do mantra, Rama teve o controle de todas as armas divinas e assim conseguiu derrotar o demônio.
Assim, o mantra tem sua aplicação no sentido de manifestação, de realizar o potencial de “vir a ser”.
É energia pura.
Segundo os Vedas, “O Gayatri protege quem o recita”.

Ele pode ser dividido em três partes para maior entendimento.
A primeira parte é de louvor, a segunda de meditação e a terceira de prece.
Primeiro saudamos a Realidade Suprema, depois fixamos a mente e coração Nela e por último apelamos para a purificação e iluminação.

O mantra é também atribuído às deusas Gayatri, Savitri e Saraswati, onde Saraswati representa a perfeita expressão, a harmonia e unidade; Gayatri governa os sentidos e Savitri governa as energias vitais.

Há muito mais para se falar sobre esse mantra. Daria um livro se fossemos comentar todos os ensinamentos contidos nele. Afinal, ele é a essência dos Vedas
http://www.yogashala.org.br/
“Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que é a causa e sustentação de todos os planos da existência.
Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto.”

Morte do corpo físico do guru Sai Baba


"Baghavan Sri Sathya Sai Baba, pseudônimo de Sathya Narayana Raju foi um guru indiano, considerado  um Avatar (encarnação numa forma humana de um ser divino e não personagem de filme tonto). O próprio Sai dizia ser a segunda de uma tríplice encarnação: teria sido Shirdi Sai Baba, e futuramente será Prema Sai Baba. Nasceu em 23 de novembro de 1926, numa pequena vila no sul da Índia, chamada Puttaparthi, no estado de Andhra Pradesh. Recebia milhares de visitantes do mundo inteiro em sua comunidade espiritual (ashram), chamada Prasanthi Nilayam, que significa "Morada da Paz Suprema" (shanti=paz, pra=suprema,nilayam=morada)".

 

 

 



Puttaparthi, Índia, 24 Abr 2011 (AFP) -O guia espiritual indiano Sai Baba, um dos gurus mais conhecidos da Índia, morreu na manhã deste domingo em um hospital de Puttaparthi, no sudeste do país, informou o centro médico.

"Sai Baba já não está entre nós fisicamente. Respirou pela última vez às 07h40 e morreu por parada cardiorrespiratória", informou em um comunicado o Instiuto Superior de Ciências Médicas de Puttaparthi, localizado no estado de Andhra Pradesh.

"Seu corpo será exposto durante dois dias, na segunda e terça-feira, para que seja reverenciado", completou a nota.

Sai Baba, 85 anos, estava hospitalizado havia mais de três semanas em estado crítico em sua cidade natal devido a problemas cardíacos, pulmonares e renais.

Depois de a notícia ser divulgada, milhares de indianos foram ao hospital para dar seu último adeus ao famoso guia espiritual.

A polícia teve de colocar barreiras para conter as massas, e pediu tranquilidade aos cidadãos depois de ter sido anunciada a morte do guru.

Devotos do guia deslocaram-se para Puttaparthi nas últimas semanas para realizar orações especiais, que pediam um milagre para que Sai Baba se recuperasse.

O guru tinha milhões de seguidores no mundo todo, que lhe atribuíam poderes sobrenaturais, como fazer objetos aparecerem ou curar doenças em fase terminal.

Entre seus admiradores encontram-se o ex-premiê da Índia Atal Bihari Vajpayee, a lenda do críquete indiano Sachin Tendulkar e a atriz de Hollywood Goldie Hawn.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, disse que o país chorará profundamente a morte de Sai Baba, que "era uma inspiração para as pessoas de todas as fés".

"Era um líder espiritual que inspirou milhões (de pessoas) a levar uma vida moral e coerente, inclusive se seguiam a religião que queriam", disse Singh, que completou que o guru ensinou "os ideais universais da verdade, boa conduta, paz, amor e não violência".

O guia era considerado por seus devotos como a reencarnação de um homem sagrado, Sai Baba de Shirdi, que morreu em 1918.

Sua organização fundou projetos sanitários e educativos em toda a Índia, incluindo hospitais e clínicas, que asseguravam poder curar doenças.

Um de seus maiores seguidores e que mais lhe ajudou economicamente foi o ex-proprietário da rede de restaurantes Hard Rock Café, Isaac Burton Tigrett, que viveu em Puttaparthi e doou grande parte de sua fortuna à fundação de Sai Baba.

fonte: UOL notícias.

MANTRA E UM POUCO SOBRE HANUMAN

Energia de Cura (PRANA) e para Força Atlética

De acordo com as lendas do avatar Rama, Hanuman é retratado como o criado perfeito. A vida de Rama registrada no Ramayana é uma alegoria poética eloqüente do desenvolvimento espiritual da humanidade.
Rama é o Ser Divino, filho primogênito está destinado a assumir o posto de Rei quando Dasaratha morrer. Sita é a kundalini shakti pura e perfeita.
Por intrigas da corte o rei Dasaratha nomeia para o trono o irmão de Rama, Bharata (a mente). Rama então, é banido para a floresta por 12 anos. Bharata tem conhecimento de que as acusações contra seu irmão são falsas, então coloca as sandálias (o poder do ser que se manifesta através da kundalini) do irmão no trono e o declara “O Verdadeiro Rei” estando exilado ou não. Bharata se declara procurador de Rama até que ele possa retornar e suas sandálias no trono serviam para mostrar a todos quem era o verdadeiro Rei.

“A mente tem de agir sempre como procuradora do Divino. Porque a divindade interior é o ser que habita o chacra do coração, e não a mente que não tem luz própria.”

Então, Ravana o último dos reis perversos rapta Sita e a leva para muito longe. Dominado por puro desejo sensual Ravana quer que Sita se torne sua consorte.

Enquanto isso Rama vaga pela floresta e encontra por acaso Hanuman (o Prana) chefe de uma das tribos de macacos. Hanuman jura lealdade a Rama e se torna seu principal criado. Rama manda Hanuman procurar por Sita.

“A energia divina interior é apossada por desejos interesseiros e egoístas. A Sakti Kundalini é impedida de se unir ao Ser Divino localizado no chacra do coração e fica presa no 2º.chacra onde estão as energias da sensualidade e da magia e no 3º.chacra onde está o domínio dos elementos terra, água e fogo, bem como todo e qualquer desejo mundano. Mas Hanuman – representante do prana sai à procura de Sita.

“Esse é o exercício de respiração rítmica que o yogue pratica para purificar o corpo e os chacras e conduzir a Kundalini até o chacra do coração e para além dele”.

Hanuman em sua procura encontra Ravana e seu irmão Kumbarnaka e travam uma grande batalha, mas Hanuman provido de pouca força não consegue vencer Ravana e libertar Sita, mas ele tampouco pode ser derrotado. Ele volta até Rama e o informa de onde Sita está.

“A respiração prânica consegue sempre revelar o lugar em que se encontra a Kundalini e onde sua energia está presa.”

Rama e Lakshamana vão até onde estão Ravana e Kumbarnaka e lutam com eles e durante esse confronto Rama revela sua natureza divina e Ravana torna-se seu devoto, desfaz-se em elogios com  lágrimas de devoção escorrendo pela face.
Em um instante de graça o divino pode transformar até o mais vil num repositório de virtudes divinas.

“Em nós, nas partes onde o karma mais repulsivo e egocêntrico possa estar armazenado, a natureza imaculada do Ser Divino pode dissolver todo esse karma no mesmo instante.”

Rama e Sita voltam ao reino e a coroação é finalmente e ricamente realizada.

“Quando finalmente, espírito e alma se unem primeiramente no chacra do coração e depois no chacra da coroa, nós alcançamos o máximo do desenvolvimento possível enquanto humanos”.

Os mantras Hanuman, trabalham com o prana diretamente. Quanto mais se pratica esses mantras mais o prana se impregna na consciência presente no som e na energia do mantra. Esse fato único vem confirmar que alguns sábios religiosos afirmam haver uma relação entre Hanuman e a enrgia de Shiva. Existem dois mantras de Hanuman que fortalecem imensamente o prana de qualquer pessoa que os pratica para sua própria cura ou de outras pessoas.

Om Hum Hanumate Vijayam
“Vitória ao prana em seu curso evolutivo, que fortalece a vontade através do chacra da garganta.”

Om Sri Hanumate Namaha
“Saudações ao prana consciente.”

Esse mantra pode aumentar tanto a força quanto a agilidade. O terapeuta aumenta sua capacidade de transferir prana para a cura de seus pacientes.

Em tempo: PRANA - é um princípio hiperfísico que existe juntamente com o ar atmosférico, é uma energia universal responsável pela sustentação de toda a vida. Prana em sânscrito é a energia vital que anima todas as coisas vivas. Ao longo da vida ela circula em, através e em torno de cada ser vivo


Os 108 nomes de Lord Hanuman

Monografia Pública de IOK-BR – adaptado
O Mantra de Hanuman é um dos mais importantes do Hinduísmo para aplicação prática no dia-a-dia, principalmente por ser considerado invencível e derrotar todos os obstáculos e adversidades, triunfando física e espiritualmente sobre as inquietações que tanto atribulam e atormentam a vida das pessoas.
om namo hanumate bhaya bhanjanaaya sukham kuru fut swaahaa
Segundo o Ramayana, Hanumam se manifestou como um vanara (símio-humanóide), ministro do rei dos Vanaras, tendo sido um dos grandes heróis dessa saga épica. Foi o responsável pela localização do cativeiro de Sita em Lanka, pelo incêndio da cidade e pela aniquilação de diversos importantes raxasas da tribo de Ravana. O Ramayana não é o único texto da literatura Védica que menciona Hanuman.
“Hanuman Chalisa” e o “Mahabharata” também o fazem. Segundo os textos sagrados, em Sanscrito, Hanuman é o filho do Deus do Vento (Vayu),e um Avatar (manifestação terrena) de Shiva, cuja tarefa é auxiliar o rei Ramachandra a derrotar o Demônio Ravana. Hanuman também é chamado de Anjaneya, em alusão à Vanari Anjana, que é sua mãe. Um dos principais cultos a Hanuman consiste na entoação dos 40 choupais (versículos sikh). Hanuman é conhecido por 108 nomes, que devem ser pronunciados sempre precedidos do som vocálico Om (Aum):
OM Hanumatay Namaha
OM Shree Pradaayay Namaha
OM Vaaya Putraaya Namaha
OM Rudraayay Namaha
OM Ana-Gaayay Namaha
OM Aja-Raayay Namaha
OM Amrit-Yavay Namaha
OM Maarutaat-Majaayay Namaha
OM Vira-Viraayay Namaha
OM Grama-VaaSaayay Namaha
OM Janash-Radaayay Namaha
OM Dhana-Daayay Namaha
OM Akaa-YaaYay Namaha
OM Virayay Namaha
OM Nidhi-Patayay Namaha
OM Munayay Namaha
OM Vaag-Minay Namaha
OM Pingaak-Shaayay Namaha
OM Vara-Daayay Namaha
OM Sita Shoka-Vinaasha-Naayay Namaha
OM Rakta Vaasasay Namaha
OM Shivaayay Namaha
OM Shar-Vaayay Namaha
OM Paraayay Namaha
OM Avyak-Taayay Namaha
OM Vyakta-Avyak-Tayay Namaha
OM Rasaa-DhaRaayay Namaha
OM Ping-Keshaayay Namaha
OM Pinga-Romanay Namaha
OM Shruti-Gamyaayay Namaha
OM Sana-Tanaaya Namaha
OM Anaa-Daayay Namaha
OM Bhagawatay Namaha
OM Devaayay Namaha
OM Vishwa-Haytavay Namaha
OM Niraa-Shra-yaayay Namaha
OM Aarogya-Kartray Namaha
OM Vish-Vesh-aayay Namaha
OM Vishva-Naayak-aayay Namaha
OM Harish-Waraayay Namaha
OM Bhar-Gaayay Namaha
OM Raam-Aayay Namaha
OM Raam-Bhaktaayay Namaha
OM Kalyaa-Naayay Namaha
OM Prakriti-Sthiraaya Namaha
OM Vishvam Bharaayay Namaha
OM Vishva-Murtaaya Namaha
OM Vishva-Kaar-aayay Namaha
OM Visha-Daayay Namaha
OM Vishva-Aatmanaay Namaha
OM Vishva Sevayaay Namaha
OM Vish-Vaaya Namaha
OM Visva Haraaya Namaha
OM Rav-Vayay Namaha
OM Vishva-Chesha-Laayay Namaha
OM Vishvaa-Gamyaayay Namaha
OM Vishvaa-Dhyayaayay Namaha
OM Kalaa-Dharaayay Namaha
OM Plavang-Gamayay Namaha
OM Kapish-Shestray Namaha
OM Vidyaayay Namaha
OM Jyesh-Taayay Namaha
OM Tatvaayay Namaha
OM Baalaayay NamahaBaa
OM Vrid-Dhyayay Namaha
OM Yunay Namaha
OM Vanay-Charaayay Namaha
OM Tatvagam-Yaayay Namaha
OM Sakhyay Namaha
OM Ajaayay Namaha
OM Anjani-Sunavay Namaha
OM Avaya-Graayay Namaha
OM Graama Swantaayay Namaha
OM Dharaa-Dharaayay Namaha
OM Bhur-Lokaayay Namaha
OM Bhuvar-Lokaayay Namaha
OM Swar-Lokaayay Namaha
OM Mahaa Lokaayay Namaha
OM Jana Lokaayay Namaha
OM Tapa-say Namaha
OM Avyaaya Namaha
OM Satyaayay Namaha
OM Omkar-Jamyaayay Namaha
OM Praana-Vaayay Namaha
OM Vyaapa-Kaayay Namaha
OM Ama-Laayay Namaha
OM ShivaDharam, Pratish-taatray Namaha
OM Ramesh-Taatray Namaha
OM Phaalgun-Priyaayay Namaha
OM Gospadi-krita, Vaarish-aayay Namaha
OM Purna Kamaayay Namaha
OM Dharaa-Dhipaayay Namaha
OM Raaksho-Dhanaayay Namaha
OM Pandari-Kaakshaayaya Namaha
OM Sharanaagata-Vatsalaayay Namaha
OM Jaanaki-Praandaatray Namaha
OM Raksha-Praana, Haarakaayay Namaha
OM Purnaayay Namaha
OM Satyaayay Namaha
OM Pita-Vaasasay Namaha
OM Divaakara, Sama-Prabhaayay Namaha
OM Drona Hartray Namaha
OM Shakti Naytaayay Namaha
OM Shakti Raakshasaa, Maara-kaayay Namaha
OM Raamdoo-Taayay Namaha
OM Krish-Naayay Namaha
OM Devay-So Namaha
OM Rudra-Kar-Maayay Namo Namaha
Quando o rei-macaco Sugriva é expulso do reino de Kishkind pelo seu irmão Vali, Hanuman ajuda Sugriva a se esconder e eventualmente derrotar Vali,com a ajuda de Rama e Lakshmana. Em troca da ajuda dos dois príncipes, Sugriva deveria ajudá-los a resgatar Sita Devi, então prisioneira de Ravana. Porém, Sugriva esquece-se de sua promessa, mas Hanuman ajuda Lakshmana a convencê-lo a lutar ao lado de Rama. Na guerra, Hanuman exibe poderes (sidhis), podendo voar e mudar de tamanho. No decorrer da batalha, Rama e Lakshmana são aprisionados por Ahiravana, um tio de Ravana. Para resgatá-los, Hanuman enfrenta o Raxasa (ser demoníaco), o qual só pode ser derrotado se cinco fogueiras forem apagadas simultaneamente. Para conseguir isto, Hanuman assume uma forma de cinco cabeças:

Shri Hanuman, a sua cabeça de macaco normal
Shri Garuda, a cabeça de águia. Alusão à montaria de Vishnu
Shri Varaha, a cabeça de javali. Representa a terceira encarnação de Vishnu.
Shri Narasimha, a cabeça de leão. Representa a quarta encarnação de Vishnu
Shri Hayagriva, a cabeça de cavalo. Representa outro Avatar.


Om Sri Hanumate Namah!

Sri Hanuman é adorado por sobre toda a Índia, tanto só como junto com Rama. Cada templo de Sri Rama tem a Murti ou ídolo de Sri Hanuman. Hanumam foi um Avatara do Senhor Siva. Ele nasceu do Deus do vento e de Anjani Devi. Ele é também chamado pelos nomens de Pavanasuta, Marutsuta, Mahavira, Bajrangabali, e Pavankumar.
Hanumam foi o poder vivente de Sri Rama. Ele foi um ideal trabalhador abnegado, um verdadeiro Karmam-yogi, que trabalhava desinteressadamente. Ele foi um grande devoto e um excepcional Brahmachari ou celibatário. Ele serviu Sri Rama com amor puro e devoção, sem esperar nenhum fruto de resultado. Ele viveu apenas para servir Sri Rama. Ele foi humilde, bravo e sábio. Ele possuía todas as virtudes divinas. Ele fez o que os outros não fizeram; ele cruzou o oceano simplesmente para expressar Sri Rama, queimar o rei demônio da cidade de Lanka, e trazer a erva sagrada para salvar a vida de Lakshmana. Ele trouxe Sri Rama e Lakshmana do mundo inferior após matar Ahiravana.
Hanumam possuía devoção, conhecimento, espírito de serviço abnegado, poder de celibato, e livre de desejo. Ele jamais gabou-se da sua bravura e inteligência. Ele disse para o demônio Ravana: “Eu sou um humilde mensageiro de Sri Rama. Eu vim aqui para servir Sri Rama, para fazer o Seu trabalho. Eu vim aqui pelas ordens de Sri Rama. Eu sou destemido pelas graça de Sri Rama. Eu não tenho medo da morte. Eu dou boas vindas a ela se vier enquanto estiver servindo a Sri Rama”. Veja como Hanuman foi humilde! Ele tinha profunda devoção por Sri Rama! Ela jamis disse: “Eu sou o bravo Hanuman. Eu posso fazer tudo e qualquer coisa”. Sri Rama pessoalmente disse para Sri Hanuman : “Eu estou muito agradecido a voce, óh magnifico herói. Você fez maravilhas, coisas super humanas. Você nunca quis qualquer coisa em retorno. Sugriva teve seu reino devolvido para ele. Angaba foi coroado principe. Vibhishana tornou-se rei de Lanka. Mas voce nao pediu qualquer coisa em nenhum tempo. Você tirou a preciosa guirlanda de perolas dada a você por Sita. Como posso eu pagar Meus débitos com a sua gratidão? Eu irei sempre ficar profundamente agradecido a você. Eu entrego a você a bênção da vida eterna. Todos irão honrar e adorar a você como a Mim mesmo. Seus ídolos irão ser colocados nas portas de Meus templos, e você será adorado e honrado primeiro. Sempre que Minhas histórias forem recitadas ou as glórias cantadas, sua gloria será cantada antes de Mim. Você será capaz de fazer qualquer coisa, mesmo o que Eu não for capaz de fazer!”.
Deste modo Sri Rama glorificou Hanunam quando ele retornou após encontrar Sita em Lanka. Hanuman não exaltou-se nem um pouco. Ele prestou reverências aos pés de Sri Rama.
Sri Rama perguntou para ele: “’Oh magnífico herói, como você cruzou o oceano?”, Hanuman humildemente respondeu: “Por Sua graca, meu Senhor”. Que profunda humildade Hanuman encorporou?
Muitos querem riqueza em retorno pelos seus serviços. Alguns não querem riqueza, mas eles não podem resistir ao nome e a fama. Outros não querem nada disso, mas querem aprovação. Apesar de outros não quererem nada, eles ostentam seus feitos. Mas Hanuman estava acima de tudo isso. Isso é o por que ele é reconhecido como um Karma-Yogi ideal, e um insuperável adepto de Bhakti. Sua vida está cheia de lições , objetivas. Cada um deverá seguir o melhor possível o nobre exemplo de Hanuman.
Seu aniversário cai no dia de Chaitra Shukla Purnima, o dia de lua cheia em Março-Abril. Neste dia sagrado é feita a adoração de Sri Hanuman. Deve-se jejuar neste dia. Leia o Sri Hanuman Chalisa. Passe todo o dia fazendo Japa de Sri Ram. Hanuman ficará altamente satisfeito e irá abençoar você com sucesso em todas as suas tarefas.

Glórias a Hanuman! Glórias ao seu Senhor, Sri Rama!