quarta-feira, 29 de junho de 2011

O BENEFICO NEM SEMPRE E AGRADAVEL

O reconhecimento da divindade inata no indivíduo e a regulação da vida diária de acordo com essa
verdade, são as estrelas-guias para aqueles que se encontram presos às correntes e contracorrentes da
luta e competição das cidades populosas como essa. Sem este conhecimento do Eu Superior (Atmajnana), 
a vida torna-se uma farsa sem sentido, um arremedo, uma brincadeira de tolos. A aquisição
dessa consciência torna a vida extremamente agradável e frutífera. O homem desconhece o objetivo
primordial de sua peregrinação. Vagueia por caminhos tortuosos, que apenas o levam ao desastre.
Coloca sua fé em objetos exteriores e pretende obter felicidade por seu intermédio. O homem não sabe
que todas as alegrias provêm apenas do manancial que existe em seu interior e, assim, atribui somente
aos objetos exteriores a felicidade que retira de si próprio. Envolve esses objetos com sua própria
felicidade e, em seguida, experimenta-os como se fossem outra coisa – isso é tudo!
Quando pretendem preparar uma refeição, vocês podem dispor de todos os materiais necessários: arroz,
lentilhas, sal, lima, especiarias e vegetais. Mas, a menos que tenham fogo em casa, não conseguirão
fazer uma refeição comestível. O mesmo acontece na vida. O conhecimento (da sua própria realidade,
simplesmente uma onda no oceano da Divindade) é o fogo que torna as atividades do mundo material e
as experiências externas comestíveis e saborosas, assimiláveis, geradoras de saúde e felicidade. Essa
felicidade é conhecida como bem-aventurança (Anandam), ou seja, eleva, ilumina e constrói.

Sathya Sai Baba

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