quarta-feira, 29 de junho de 2011

OS PASSATEMPOS TRANSCENDENTAIS DE KRISHNA NA INFANCIA

O Senhor Krishna foi uma criança travessa, e cresceu sendo muito querido pelos vaqueirinhos da região, a quem eles davam grande atenção e amor. Durante a infância de Krishna, Ele foi criado pelos Seus pais adotivos, Nanda Maharaj e Yashoda Devi, na idílica beleza de Gokula, Vrindavana e Nandagram. Nesta época, Ele não apenas liberou as pessoas da tirania de inumeráveis demônios como também realizou a famosa dança da Rasa, onde Ele, de forma transcendental, dançou com centenas de Gopis (vaqueirinhas) ao mesmo tempo, quando tinha a tenra idade de 7-8 anos.

Krishna realizou a dança com as Gopis ou Rasa-lila tendo se expandido a partir da Sua própria energia interna. Radharani, a Gopi preferida do Senhor, é o sinal da mais elevada devoção de amor puro por Deus. A maravilhosa dança que aconteceu na estação outonal, realizou-se numa noite de lua cheia, tendo Krishna atraído as Gopis com Sua flauta que emitia uma maravilhosa música. Esta dança maravilhosa significa a expressão mais confidencial divindade, e não pode ser comparada com coisas mundanas e grosseiras.
De acordo com o Sanatana-dharma, o conceito de perfeção espiritual está em subrepujar os sentimentos de medo, e reverenciar a Deus na Sua majestade. Portanto, nos passatempos do Senhor, cada devoto ama a Deus de acordo com o seu sentimento, seja como melhor amigo, uma criança arteira, um grande mestre, ou até mesmo um íntimo amante; isso desvela a forma das infinitas possibilidades de amor a Deus e do Seu amor divino. Os passatempos ou Lilas dos tempos de infância de Krishna em Vrindavana, ilsutram a extraordinária intimidade que se pode ter com Deus.
Quando Krishna e Balarama estavam mais velhos, eles foram visitar Mathura, onde Kamsa, o tio demoníaco, planejava matá-lOs numa luta, arranjada com dois grande poderosos lutadores. Quando Kamsa viu seus lutadores derrotados, ele ordenou a alguns soldados que mandassem os irmãos para fora de Mathura, roubando o gado dos amigos deles, bem como matassem os pais Nanda e Vasudeva. Vendo este plano malévoco, Krishna matou Kamsa imediatamente, e Balaram se encarregou de matar os oito irmãos demoníacos de Kamsa. Depois disso, Krishna restabeleceu o reino para o piedoso rei Ugrasena, que tinha sido aprisionado por Kamsa.

Certa vez, Indra, o rei dos deuses, que comanda os raios e as tempestades, duvidando do caráter divino do menino Krishna, convocou as nuvens da destruição universal em direção à vila de Vrindávana, onde Krishna morava e divertia-se com seus familiares, amigos, vizinhos e vacas – muitas vacas.
Observando o temor e a aflição dos seus devotos, Krishna simplesmente ergueu, com o dedo mínimo de sua mão esquerda, a montanha de Govardhana para proteger toda a vila do terrível aguaceiro que se anunciava.
A tempestade durou dias e noites e Krishna, nem um pouco cansado pelo esforço de levantar a montanha, alegremente brincou com o seu – guarda-chuva -, desprezando, assim, o poder limitado do invejoso Indra, que, tomando consciência de quem era verdadeiramente aquele jovem garoto de tez azul-escura (gana-shyama), dispersou, finalmente, as nuvens e prostrou-se perante Krishna com respeito e devoção.
A história representa, para os vaishnavas, devotos de Vishnu/Krishna, a energia ilimitada da qual somos essencialmente constituídos e que é personificada na beleza e força de Sri Krishna. A montanha é a proteção oferecida aos devotos, aos yogis,  que procuram estar sempre engajados na purificação de suas existências.

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